Ovodoação permite engravidar mesmo depois dos 50

Por Maximino Brügger Perez

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05.05.2026 às 16h43m

Especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington explica como técnica amplia as chances de gestação e destaca que idade da doadora, e não da receptora, é o principal fator de sucesso

 

Uma geração de mulheres que adiou a maternidade para investir na carreira, em projetos pessoais ou simplesmente por ainda não se sentir pronta está chegando ao climatério com o desejo de ser mãe ainda vivo. Para muitas, a notícia da menopausa soa como uma sentença,  mas os avanços da medicina reprodutiva mostram que não precisa ser. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres vivem essa fase, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o acesso à informação sobre alternativas reprodutivas ainda é restrito: apenas 238 mil foram diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde, o que revela falhas no cuidado com a saúde feminina e amplia a urgência do debate sobre maternidade tardia.

 

A menopausa costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e é caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação e da função ovariana. Ainda assim, os avanços da reprodução assistida têm ampliado as possibilidades para mulheres que desejam engravidar após essa fase da vida.

 

Entre essas alternativas, a ovodoação vem ganhando espaço como uma opção segura e eficaz para mulheres em idade mais avançada. Nesse modelo, óvulos doados são fertilizados em laboratório e o embrião é transferido para o útero da paciente, que pode levar a gestação normalmente, mesmo já estando na menopausa.

 

De acordo com a especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, Dra. Thaís Domingues, o processo é viável porque, apesar da interrupção da produção de óvulos, o útero continua apto para receber uma gestação com o preparo hormonal adequado. “Mesmo sem menstruar, a mulher pode engravidar com óvulos doados. A medicina hoje permite que o útero seja preparado para receber esse embrião com segurança”, explica.

 

A idade da doadora, não da receptora, define as chances de sucesso

 

Um dos aspectos mais relevante (e menos conhecido) do tratamento é que as chances de sucesso não estão relacionadas à idade da mulher que irá gestar, mas sim à idade da doadora no momento da coleta dos óvulos. Esse fator muda completamente as perspectivas para pacientes em idade mais avançada.

 

“Costumamos dizer que é um gesto de empatia profunda, que possibilita a realização do sonho da maternidade para quem já não tem mais óvulos viáveis”, afirma a Dra. Thaís.

 

A técnica surge, assim, não apenas como uma alternativa médica, mas como resposta concreta a uma transformação social em curso: mulheres que chegaram ao climatério com projetos de vida ainda em aberto encontram na ciência uma possibilidade real de realizá-los.

 

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

 

Com 30 anos de história e tradição, a Huntington Medicina Reprodutiva é uma das principais referências em reprodução assistida no Brasil. Ao longo de sua trajetória, construiu reconhecimento nacional pela excelência médica, rigor científico e pelo cuidado humano oferecido a pacientes e famílias que buscam realizar o sonho da parentalidade.

 

A clínica atua com um portfólio completo de tratamentos em reprodução assistida, contemplando infertilidade feminina, masculina e do casal, congelamento de óvulos, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, doação de gametas, oncofertilidade, aconselhamento genético e tecnologias avançadas de laboratório, como o sistema time-lapse, sempre com uma abordagem individualizada e acolhedora.

 

Atualmente, a Huntington integra o Grupo Eugin, uma das maiores e mais respeitadas redes de reprodução assistida do mundo, presente em nove países. Essa conexão internacional fortalece o intercâmbio científico, a inovação contínua e o compromisso da Huntington com a evolução da medicina reprodutiva, mantendo o paciente no centro de todas as decisões.

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