Saúde & Bem-estar

O fim das bets não pode significar o fim da prevenção

A expansão das apostas digitais aconteceu de forma muito rápida e foi, durante um período, socialmente normalizada

 

Falou-se muito sobre possibilidades de ganhos e entretenimento, mas a prevenção e a orientação sobre os riscos não acompanharam essa expansão na mesma proporção.

 

Hoje, os problemas relacionados às apostas digitais ainda são avassaladores para muitas pessoas e famílias. Por isso, talvez já tenha passado da hora de olharmos para essa questão não apenas pelos números, mas pelas pessoas que existem por trás deles.

 

Cada perda financeira tem uma história. Cada dívida pode esconder uma família em sofrimento. E cada comportamento compulsivo pode estar acompanhado de ansiedade, culpa, vergonha e conflitos que nem sempre aparecem nas estatísticas.

 

A proibição das bets pode representar uma mudança importante, mas não significa que o problema desapareceu. As apostas clandestinas continuam sendo um desafio. Em 29 de setembro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda informaram que solicitaram a derrubada de 5.209 domínios relacionados à exploração ilegal de apostas.

 

Esse cenário mostra que fiscalização e bloqueio são necessários, mas também evidenciam que o enfrentamento precisa ir além. A aposta ilegal pode ser como uma erva daninha: quando uma porta é fechada, outras podem tentar surgir.

 

E essas portas podem chegar às pessoas por meios muito simples: uma mensagem, um grupo de WhatsApp, uma indicação de amigos ou alguém dizendo que conhece uma plataforma que “está pagando”.

 

Por isso, precisamos cuidar de quem já foi afetado e, ao mesmo tempo, evitar que novas pessoas sejam atraídas para esse ciclo. Não se trata de culpabilizar quem apostou, mas de acolher, orientar e ajudar essa pessoa a compreender os riscos, inclusive para que não reproduza, ainda que involuntariamente, informações que possam levar outras pessoas às apostas clandestinas.

 

A expansão das apostas digitais aconteceu de forma muito rápida e foi, durante um período, socialmente normalizada. Falou-se muito sobre possibilidades de ganhos e entretenimento, mas a prevenção e a orientação sobre os riscos não acompanharam essa expansão na mesma proporção.

 

Hoje, os problemas relacionados às apostas digitais ainda são avassaladores para muitas pessoas e famílias. Por isso, talvez já tenha passado da hora de olharmos para essa questão não apenas pelos números, mas pelas pessoas que existem por trás deles.

 

Cada perda financeira tem uma história. Cada dívida pode esconder uma família em sofrimento. E cada comportamento compulsivo pode estar acompanhado de ansiedade, culpa, vergonha e conflitos que nem sempre aparecem nas estatísticas.

 

A proibição das bets pode representar uma mudança importante, mas não significa que o problema desapareceu. As apostas clandestinas continuam sendo um desafio. Em 29 de setembro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda informaram que solicitaram a derrubada de 5.209 domínios relacionados à exploração ilegal de apostas.

 

Esse cenário mostra que fiscalização e bloqueio são necessários, mas também evidenciam que o enfrentamento precisa ir além. A aposta ilegal pode ser como uma erva daninha: quando uma porta é fechada, outras podem tentar surgir.

 

E essas portas podem chegar às pessoas por meios muito simples: uma mensagem, um grupo de WhatsApp, uma indicação de amigos ou alguém dizendo que conhece uma plataforma que “está pagando”.

 

Por isso, precisamos cuidar de quem já foi afetado e, ao mesmo tempo, evitar que novas pessoas sejam atraídas para esse ciclo. Não se trata de culpabilizar quem apostou, mas de acolher, orientar e ajudar essa pessoa a compreender os riscos, inclusive para que não reproduza, ainda que involuntariamente, informações que possam levar outras pessoas às apostas clandestinas.

 

Como psicóloga que atua há quatro anos com pessoas e famílias impactadas pela Ludopatia, defendo que fiscalizar é necessário, mas prevenir e tratar também são.

 

Empresas, instituições, escolas, órgãos públicos e organizações sociais precisam participar desse processo. A prevenção não pode ser uma campanha pontual. É necessário desenvolver ações contínuas de conscientização, com palestras, rodas de conversa, grupos de apoio, capacitação de profissionais e orientação às famílias.

 

Nas empresas, esse cuidado também deve ser compreendido como parte da promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores. Prevenção é chegar antes: antes da dívida, antes do conflito familiar, antes do agravamento do sofrimento.

 

Talvez essa seja uma das principais lições que precisamos tirar desse processo: não podemos repetir a ausência de orientação que acompanhou a expansão das apostas digitais.

 

Já passou da hora de pensarmos nas pessoas, e não somente nos números. Porque por trás de cada estatística existe alguém que pode estar precisando de ajuda. Se estamos fechando portas para as apostas, precisamos também abrir portas para o cuidado.

 

* Gleice Salteiro é psicóloga, com 30 anos de formação, e atua há quatro anos na prevenção, acolhimento e tratamento de pessoas e famílias impactadas pela Ludopatia.

 

É fundadora do Instituto Vencendo o Jogo, voltado à informação, prevenção e cuidado especializado relacionado às apostas digitais. Já acompanhou mais de 3 mil pessoas e famílias em sua atuação na área.

 

É autora do livro “Vencendo o Jogo” e desenvolve projetos de conscientização, prevenção e orientação para famílias, empresas e instituições.

 

www.institutovencendoojogo.com.br

@institutovencendoojogo

@psicologagleice.salteiro

 

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Câncer de mama e os direitos que toda mulher precisa conhecer

Do diagnóstico à reconstrução mamária, informação ajuda a enfrentar atrasos, negativas de cobertura e dúvidas sobre benefícios

 

Receber um diagnóstico de câncer de mama pode trazer dúvidas sobre o corpo, a rotina, o trabalho e o acesso ao tratamento. Em meio a tantas decisões, conhecer seus direitos ajuda a participar do cuidado e a identificar quando é necessário buscar apoio.

 

A proteção jurídica alcança o atendimento pelo SUS e pelos planos de saúde, com regras próprias para cada sistema. O Estatuto da Pessoa com Câncer assegura informação clara, respeito à autonomia e acesso ao tratamento adequado. Você tem direito de compreender as opções apresentadas e de fazer perguntas antes de decidir.

 

A reconstrução mamária é um direito e uma escolha

 

A reconstrução da mama integra o cuidado após a mutilação causada pelo tratamento do câncer. Nos planos de saúde, a previsão está no artigo 10-A da Lei nº 9.656/1998. A cobertura abrange os meios necessários ao procedimento, inclusive a prótese quando indicada, a simetrização da outra mama e a reconstrução da aréola e do mamilo. Havendo complicações ou efeitos adversos relacionados ao implante utilizado na reconstrução ou simetrização, a lei assegura sua substituição.

 

A Lei nº 15.171/2025 reforçou a autonomia da mulher. Para os planos, a reconstrução simultânea ou imediata à cirurgia que causa a mutilação deve ser utilizada, salvo contraindicação médica, respeitada a decisão livre e esclarecida da paciente. Se a reconstrução imediata não for possível, a lei garante acompanhamento e cirurgia assim que houver condições clínicas.

 

O SUS também assegura a reconstrução após o tratamento do câncer. A conversa com a equipe deve incluir o momento da cirurgia, as técnicas disponíveis, os riscos e a recuperação. Ter esse direito não transforma a reconstrução em obrigação: a decisão sobre o próprio corpo deve ser respeitada.

 

O cuidado continua depois da cirurgia

 

As necessidades de cada mulher podem incluir apoio psicológico, fisioterapia e acompanhamento de outros profissionais. A legislação prevê acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado desde o diagnóstico para as pacientes que sofrerem mutilação mamária pelo tratamento do câncer.

A Lei nº 15.267/2025 acrescentou à legislação do SUS a garantia de fisioterapia, quando indicada pelo médico assistente e conforme regulamentação do Ministério da Saúde, para reabilitação e prevenção de complicações após o tratamento. A assistência fisioterapêutica também foi expressamente prevista para homens tratados por câncer de mama.

 

Quanto tempo você pode esperar

 

No SUS, quando a principal hipótese diagnóstica for câncer, os exames necessários à confirmação devem ser realizados em até 30 dias, mediante solicitação médica fundamentada. Confirmada a doença em laudo patológico, o primeiro tratamento deve começar em até 60 dias, ou antes, se a necessidade terapêutica estiver registrada no prontuário.

 

Esses prazos não autorizam adiar um cuidado que precisa ocorrer mais rapidamente. Nos planos de saúde, é preciso distinguir resposta e atendimento.

 

A RN ANS nº 623/2024 estabelece resposta imediata para urgência e emergência; para as demais solicitações assistenciais, em regra, até cinco dias úteis, ou até dez dias úteis para procedimentos de alta complexidade e internações eletivas. Prazos menores de atendimento devem ser respeitados.

 

Já a realização do atendimento segue a RN ANS nº 566/2022. A internação eletiva tem prazo máximo de 21 dias úteis. Portanto, não existe um prazo geral de sete dias para toda cirurgia, nem os prazos de resposta e atendimento devem ser simplesmente somados.

 

Quando o plano nega o tratamento

 

A cobertura de antineoplásicos orais para uso domiciliar está prevista em lei, observadas as regras aplicáveis ao medicamento e ao plano contratado. Para tratamentos fora do rol da ANS, a análise exige atenção aos critérios técnicos fixados pelo STF na ADI nº 7.265, julgada em 18 de setembro de 2025. A prescrição médica é essencial, mas não garante, sozinha, cobertura de qualquer tratamento.

 

Ao receber uma negativa, guarde a prescrição, o relatório médico, os exames e o protocolo. A operadora deve fornecer o motivo por escrito, em linguagem clara, com a justificativa contratual ou legal, independentemente de pedido específico. Você pode solicitar reanálise e registrar reclamação na ANS. Se a demora comprometer o tratamento, procure orientação jurídica para avaliar uma medida urgente.

 

Trabalho e benefícios exigem atenção aos requisites

 

A trabalhadora regida pela CLT pode se ausentar, sem prejuízo do salário, por até três dias em cada 12 meses de trabalho para exames preventivos de câncer devidamente comprovados. Essa regra trata de prevenção; afastamentos durante o tratamento seguem outras disposições.

 

O diagnóstico também pode permitir o saque do FGTS. Benefícios por incapacidade dependem da condição de segurada e da comprovação de incapacidade para o trabalho; o câncer dispensa a carência nas hipóteses legais, mas não garante aposentadoria automaticamente.

 

O BPC depende dos requisitos de idade ou deficiência e de vulnerabilidade econômica. Se o tratamento precisar ocorrer em outra cidade, informe-se no serviço social sobre o Tratamento Fora de Domicílio do SUS.

 

A isenção de Imposto de Renda por doença grave alcança rendimentos como aposentadoria, reforma e pensão, nos termos legais. Não se estende automaticamente ao salário de quem continua trabalhando. Isenções para veículos e quitação de financiamento também exigem análise das regras específicas e, quando houver, da cobertura do seguro.

 

Há ainda previsão de prioridade na tramitação judicial, mediante comprovação e requerimento, conforme o artigo 1.048, inciso I, do Código de Processo Civil. Peça explicações sempre que uma orientação não estiver clara e mantenha seus documentos organizados.

 

O serviço social da unidade de saúde, a Defensoria Pública e uma advogada de sua confiança podem ajudar a identificar o caminho adequado. Conhecer seus direitos permite participar das decisões sobre o tratamento com mais segurança.

 

* Por Carla Sales Pinto, Advogada especialista em Direito da Saúde e Direito Médico • OAB RJ 125.598

@carlasales.direitonasaude

 

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Quando o esquecimento deixa de ser normal? Sinais podem indicar Alzheimer e merecem investigação

No Setembro Lilás, neurologista do Hospital Mater Dei Goiânia explicou quais mudanças na memória, comportamento e autonomia precisam de atenção e por que o diagnóstico precoce faz diferença

 

Esquecer onde colocou as chaves, demorar para lembrar o nome de alguém ou entrar em um cômodo e não recordar imediatamente o que iria fazer pode acontecer com o envelhecimento. O sinal de alerta surge quando os esquecimentos se tornam frequentes, progressivos e começam a interferir na rotina e na autonomia da pessoa.

 

Durante o Setembro Lilás, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer, especialistas reforçaram a importância de reconhecer mudanças que não devem ser atribuídas simplesmente à idade.

 

Segundo a neurologista Lorena Bochenek, médica do Hospital Mater Dei Goiânia, mais importante do que um episódio isolado de esquecimento é observar como essas alterações evoluem e o impacto que passam a ter na vida cotidiana.

 

“É normal que, com o envelhecimento, a memória fique um pouco mais lenta. O que chama a atenção para Alzheimer é quando o esquecimento começa a comprometer situações do dia a dia. A pessoa que sempre cuidou das próprias contas pode começar a esquecer pagamentos, quem sempre cozinhou pode deixar o fogão ligado ou alguém pode repetir várias vezes a mesma pergunta, mesmo depois de receber a resposta”, explica.

 

Outro aspecto importante, segundo a neurologista, é que muitas vezes a própria pessoa não percebe as mudanças. A família pode começar a identificar repetição de histórias, esquecimento de compromissos ou erros em atividades que antes eram realizadas normalmente.

 

“Mais importante do que um esquecimento isolado é observar a frequência, a progressão e o impacto na autonomia. O envelhecimento pode tornar a memória mais lenta; na doença de Alzheimer, a alteração tende a ser progressiva e começa a interferir na capacidade da pessoa de conduzir a própria vida”, afirma Lorena.

 

Mudanças de comportamento também merecem atenção

 

Os primeiros sinais não se restringem à memória. Perder-se em lugares conhecidos, apresentar dificuldade para organizar tarefas, administrar dinheiro ou medicamentos, ter problemas para encontrar palavras e depender cada vez mais da ajuda de outras pessoas também podem indicar a necessidade de avaliação.

Mudanças de comportamento e personalidade igualmente merecem atenção.

 

“Apatia, irritabilidade, desconfiança excessiva, isolamento social ou perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas também podem aparecer. Isso não significa necessariamente Alzheimer, porque existem outras causas de alterações de memória, inclusive algumas tratáveis. Por isso, diante de uma mudança persistente ou progressiva, a avaliação neurológica é fundamental”, orienta.

 

Diagnóstico ajuda a planejar o futuro

 

Identificar precocemente a causa das alterações cognitivas permite definir estratégias de acompanhamento e tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente.

 

Para Lorena Bochenek, o diagnóstico também tem impacto direto sobre a família.“O diagnóstico precoce permite entender o que está causando a alteração cognitiva e qual é o estágio da doença. Isso possibilita iniciar as medidas terapêuticas e de prevenção de forma mais adequada e, quando indicado, avaliar tratamentos específicos para a doença de Alzheimer”, explica.

 

A identificação em estágios iniciais também permite organizar questões relacionadas à segurança, aos cuidados, às finanças e às decisões futuras enquanto o paciente ainda consegue participar ativamente desse planejamento.

 

“Hoje, falar em Alzheimer não deve significar apenas falar em perda de memória. Quanto mais cedo identificamos a doença, maior é a possibilidade de planejar o cuidado de forma individualizada e preservar, pelo maior tempo possível, a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente”, destaca a neurologista.

 

Dra. Lorena Bochenek, neurologista do Hospital Mater Dei Goiânia, alerta para sinais de mudanças na memória, comportamento e autonomia que podem indicar a necessidade de avaliação neurológica. Foto: Arquivo Pessoal/Mater Dei

 

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Chega a Campo Grande tecnologia suíça que torna a limpeza dental mais confortável

Especialista e mestre em ortodontia, Dra. Cristiane Tripoli incorpora a tecnologia GBT ao atendimento clínico e aposta em precisão, prevenção e conforto para transformar a experiência do paciente

 

A tradicional limpeza dentária ganha uma nova abordagem com a chegada da Guided Biofilm Therapy (GBT) ao consultório da especialista e mestre em Ortodontia Dra. Cristiane Tripoli. A tecnologia suíça de ponta utiliza um protocolo guiado pela identificação do biofilme bacteriano para tornar o procedimento mais preciso, direcionado e minimamente invasivo.

 

A novidade integra o Protocolo Cristiane Tripoli, conceito desenvolvido pela profissional a partir da combinação entre ciência, tecnologia, prevenção e conforto. A proposta é quebrar o paradigma de que procedimentos odontológicos precisam necessariamente estar associados à dor ou ao desconforto.

 

“Eu sempre acreditei que ir ao dentista não deveria ser sinônimo de medo, desconforto ou dor. Ao longo dos anos, fui investindo em conhecimento e tecnologia para oferecer uma odontologia cada vez mais precisa, mas também mais confortável. O GBT chega justamente para complementar essa filosofia de atendimento”, explica Cristiane.

 

Muito além da limpeza tradicional

 

Um dos principais diferenciais da Guided Biofilm Therapy está justamente no início do procedimento. Antes da remoção, um evidenciador torna visível o biofilme bacteriano presente nos dentes.

 

Com isso, o profissional consegue identificar com precisão as regiões de maior acúmulo e direcionar o tratamento para aquilo que realmente precisa ser removido. O protocolo permite atuar sobre biofilme, manchas, cálculo e áreas de difícil higienização, buscando preservar ao máximo dentes, gengivas, restaurações, implantes e demais estruturas presentes na boca.

 

“Quando evidenciamos o biofilme, deixamos de trabalhar praticamente às cegas. Conseguimos enxergar onde ele está, mostrar isso ao paciente e atuar exatamente nas regiões que precisam de atenção. Isso muda completamente a lógica do procedimento”, afirma a especialista.

 

A tecnologia utiliza uma combinação controlada de ar, água e partículas específicas para a remoção do biofilme e das pigmentações. O método foi desenvolvido para diminuir intervenções desnecessárias e proporcionar uma experiência mais confortável durante o atendimento.

 

Paciente também participa da prevenção

 

Outro diferencial está na possibilidade de o próprio paciente visualizar as regiões em que existe maior acúmulo de biofilme.

Para Cristiane, esse recurso transforma o procedimento em uma ferramenta importante de educação e prevenção.

 

“Quando o paciente consegue enxergar onde está tendo dificuldade de higienização, conseguimos orientar de maneira muito mais individualizada. Ele deixa de receber apenas uma recomendação genérica e passa a entender exatamente quais regiões precisam de mais atenção no dia a dia”, explica.

 

A abordagem também é especialmente interessante para pacientes em tratamento ortodôntico, usuários de alinhadores, pessoas com implantes, próteses ou restaurações e pacientes que necessitam de acompanhamento preventivo mais criterioso.

 

Tecnologia como parte da experiência

 

A chegada do GBT faz parte de um movimento de incorporação de novas tecnologias ao atendimento realizado pela Dra. Cristiane Tripoli.

 

A profissional, que tem atuação voltada à Ortodontia e aos alinhadores transparentes, também desenvolve atividades acadêmicas e científicas e vem se destacando pela utilização da tecnologia associada ao planejamento e à prática clínica.

 

Para ela, no entanto, equipamentos de última geração só fazem sentido quando conseguem melhorar efetivamente a experiência de quem está sendo atendido.

 

“O nosso diferencial não está somente na máquina. Está na forma como utilizamos a tecnologia para cuidar. Cada detalhe precisa contribuir para um atendimento mais preciso, mais individualizado e mais confortável”, destaca.

 

É justamente essa filosofia que norteia o Protocolo Cristiane Tripoli, que passa a reunir diferentes recursos tecnológicos dentro de uma mesma proposta de atendimento.

 

“O futuro da odontologia não está apenas em tratar melhor. Está em fazer o paciente perceber que pode viver uma experiência completamente diferente dentro do consultório. Tecnologia, para mim, só faz sentido quando ela é utilizada para cuidar melhor das pessoas”, finaliza Cristiane.

 

Sobre a Dra. Cristiane Tripoli

 

Dra. Cristiane Tripoli é cirurgiã-dentista, especialista e mestre em Ortodontia, com atuação em Campo Grande (MS). Seu trabalho é voltado à ortodontia contemporânea, com utilização de alinhadores transparentes, planejamento digital e novas tecnologias aplicadas ao diagnóstico, tratamento e prevenção. Também mantém atuação acadêmica e científica na área, unindo prática clínica, pesquisa e inovação no atendimento aos pacientes.

Instagram: @dra.cristianetripoli
Endereço: Rua Pernambuco, 830 – Bairro Monte Castelo, Campo Grande/ MS
WhatsApp: (67) 99842-6600.

 

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Emagrecer não aumenta o seu valor, muda o jeito como você cuida de você

Há uma frase que quase nenhuma mulher diz em voz alta e que se esconde embaixo de toda tentativa de emagrecer: “Quando eu chegar lá, eu finalmente vou prestar.”

 

É uma conta antiga. Aprendemos cedo que o corpo é currículo. Que a barriga lisa vale mais que a mente inteira. Que existe um número na balança capaz de decidir se merecemos amor, promoção, foto, verão.

 

Eu escuto essa conta todos os dias, dita por mulheres brilhantes.

 

Executivas que comandam times e não conseguem comandar a própria mão às dez da noite. Mães que dão conta de tudo e se sentem em falta consigo mesmas. Mulheres inteiras que se acham pela metade porque a calça de dois anos atrás deixou de fechar.

 

Precisamos desfazer essa conta. Seu valor vai além de um número na balança ou pendurado em uma etiqueta. Ele não sobe quando você perde três quilos, nem desce quando você recupera. Peso é informação sobre o seu corpo. Não é veredito sobre quem você é.

 

Aqui está um ponto muito importante, dizer que emagrecer não define o seu valor não é o mesmo que dizer que emagrecer não importa.

 

Importa sim. Só que por outro motivo.

 

Emagrecer, quando acontece de dentro pra fora, é uma consequência. É o resultado de quando uma mulher para de se punir e começa a se escutar. Quando percebe que o pote de sorvete das onze da noite não é fraqueza: é mensagem. Que aquilo que ela chama de “descontrole” quase sempre tem nome — cansaço, solidão, raiva engolida, um dia inteiro cuidando dos outros sem cuidar de si.

 

Comer é uma das formas mais rápidas de se acalmar. E também uma das mais caras.

 

Quando ela aprende a nomear o que sente antes de abrir a geladeira, algo muda de lugar. Ela para de brigar com o corpo e começa a conversar com ele. Emagrecer deixa de ser castigo e vira cuidado. Deixa de ser “preciso ficar aceitável” e se transforma em “quero ter energia para viver a vida que eu construí.”

 

Esse cuidado novo tem sinais discretos. Eu chamo de vitórias invisíveis: dormir melhor. Comer sentada. Perceber a fome antes que ela vire desespero. Dizer não sem se sentir culpada. Atravessar um dia difícil sem terminar dentro do armário da cozinha. Nada disso aparece na balança. Tudo isso muda uma vida.

 

A mulher que emagrece assim se conecta com si mesma. Ela a resgata. Não porque ficou menor, mas porque parou de se encolher por dentro.

 

Talvez seja essa a virada mais importante dos quarenta em diante: entender que o corpo não é uma dívida a ser paga. É uma casa a ser habitada. Cuidar dele deixa de ser sobre merecer o próprio espaço no mundo e passa a ser sobre ocupá-lo por inteira.

 

Você não precisa emagrecer para valer.

 

Você emagrece porque, finalmente, decidiu que vale.
Emagrecer vai muito além da balança.

 

* Emi Moraes, Terapeuta e Treinadora Comportamental Especialista em Emagrecimento. Criadora do método Emagreça de Dentro pra Fora. “Se eu consegui você também consegue, mas não da forma que te ensinaram”

WhatsApp: (21) 99512-2170

Instagram: @euemi_moraes

Emagreça 5kg em 21 dias: https://alemdabalanca.euemimoraes.com.br/

Áudios motivacionais gratuitos: clique aqui

 

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Aparelhos contra celulite funcionam? Especialista explica o que cada técnica faz

Drenagem linfática, eletrolipoforese, ultrassom e outros recursos têm objetivos diferentes; especialista explica por que a escolha depende do tipo de alteração encontrada na pele

 

O primeiro sinal de celulite costuma levar muitas mulheres à internet em busca de receitas, cremes e procedimentos capazes de melhorar rapidamente a aparência da pele. A oferta é extensa, mas os tratamentos não atuam da mesma forma e não devem ser apresentados como soluções equivalentes.

 

A celulite é uma alteração no relevo da pele, mais comum nas coxas, nos quadris e nos glúteos. Ela está relacionada à interação entre tecido adiposo, pele, circulação local e fibras do tecido conjuntivo, que podem tracionar a superfície e formar depressões. Por isso, não deve ser explicada apenas como excesso de gordura ou falta de exercícios.

 

O aspecto ondulado pode ocorrer em pessoas de diferentes pesos e não é explicado apenas por excesso de gordura ou falta de atividade física. Fatores hormonais, genéticos e a distribuição do tecido também participam desse processo. Estudos apontam que a condição é muito frequente entre mulheres após a puberdade.

 

“Não existe um tratamento universal. Antes de escolher uma técnica, é preciso entender o que está contribuindo para a aparência da pele e quais são as expectativas possíveis. Um recurso que ajuda no edema, por exemplo, não necessariamente corrige uma depressão profunda”, afirma a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto.

Eletrolipoforese

 

A eletrolipoforese utiliza agulhas finas para conduzir uma corrente elétrica de baixa intensidade na região tratada. A proposta é estimular respostas locais no tecido adiposo e na circulação.

Como envolve agulhas, o procedimento exige avaliação, higiene rigorosa, equipamento adequado e profissional habilitado. Não deve ser apresentado como técnica para emagrecimento ou como solução definitiva para a celulite.

 

“É importante esclarecer que a corrente não elimina gordura de forma automática. A indicação depende da avaliação do tecido, da região e das condições de saúde da paciente”, explica Mariana.

Drenagem linfática

 

A drenagem linfática manual é feita com movimentos leves e ritmados que favorecem o deslocamento de líquidos. Pode ser útil quando há edema, sensação de peso ou inchaço associado à celulite.

A técnica não desfaz as fibras que provocam depressões na pele, não quebra gordura e não promove uma “desintoxicação” do organismo. A redução de medidas após a sessão pode refletir a movimentação de líquidos e não uma mudança permanente no tecido.

 

“Drenagem linfática não precisa causar dor nem deixar hematomas. Quando a queixa principal é retenção de líquido, ela pode melhorar o conforto, mas não deve ser vendida como tratamento único para todos os graus de celulite”, diz a fisioterapeuta.

Ultrassom

 

O ultrassom terapêutico utiliza ondas mecânicas aplicadas por um cabeçote sobre a pele. Conforme os parâmetros utilizados, pode produzir efeitos térmicos e mecânicos nos tecidos.

 

Na fisioterapia dermatofuncional, o recurso pode fazer parte de protocolos para mobilidade tecidual, edema e textura da pele. A afirmação de que o aparelho “quebra a gordura” de maneira simples, porém, não representa todos os mecanismos envolvidos nem garante resultado para a celulite.

 

O tratamento deve ser adaptado para pessoas com alteração de sensibilidade, infecção, lesão de pele ou outras condições clínicas.

Thermojet

 

O Thermojet utiliza calor produzido por raios infravermelhos para aquecer a região tratada. O objetivo é estimular respostas circulatórias e metabólicas locais.

 

O calor pode ser usado como parte de um protocolo, mas não significa que a gordura será “derretida”. A temperatura deve ser monitorada para evitar queimaduras, especialmente em pessoas com sensibilidade reduzida.

 

“Sentir calor intenso não é prova de eficácia. Ardência, dor ou desconforto precisam ser comunicados durante a aplicação”, alerta Mariana.

Pressojet

 

O Pressojet utiliza botas que fazem compressões sequenciais nos membros inferiores. Dependendo do aparelho, a aplicação pode ser combinada ao aquecimento.

 

A compressão pode auxiliar no retorno venoso e linfático e aliviar a sensação de peso ou edema. No entanto, não atua diretamente nas estruturas responsáveis por depressões profundas da pele.

 

A técnica exige avaliação em pessoas com suspeita de trombose, doença arterial, infecções ou insuficiência cardíaca descompensada. O uso não deve ser decidido apenas pela sensação de pernas inchadas.

Estimulação russa

 

A estimulação russa utiliza corrente elétrica para provocar contrações musculares, principalmente em regiões como glúteos e pernas.

 

O recurso pode complementar o fortalecimento, mas não substitui exercícios ativos. A melhora do contorno depende também de força muscular, mobilidade, composição corporal e regularidade do treinamento.

 

“Se o objetivo é melhorar a sustentação muscular, a estimulação pode ser complementar. Mas ela não corrige sozinha a arquitetura da celulite”, afirma a especialista.

Endermologia

 

A endermologia utiliza uma ventosa, geralmente associada a roletes, para mobilizar a pele e os tecidos abaixo dela. A técnica pode melhorar temporariamente a circulação e a mobilidade local.

 

A intensidade precisa ser ajustada para evitar dor e hematomas. Marcas roxas não indicam necessariamente que o tratamento funcionou; podem representar trauma nos pequenos vasos da pele.

A endermologia pode integrar um plano individualizado, mas não elimina a celulite de forma permanente.

Termoliporedutor

 

No termoliporedutor, aplica-se um gel na região e, em seguida, uma corrente elétrica associada ao aquecimento. A proposta é estimular respostas circulatórias e metabólicas locais.

Como os nomes e os equipamentos podem variar entre clínicas, a paciente deve perguntar qual tecnologia será usada, quais são os parâmetros e quais resultados podem ser esperados.

 

“O nome comercial não garante segurança ou eficácia. É preciso verificar a indicação, as contraindicações, a habilitação profissional e a regularização do equipamento”, diz Mariana.

Outras opções

 

Radiofrequência, ondas acústicas e subcisão também aparecem nos estudos sobre celulite. A radiofrequência busca estimular o remodelamento do colágeno e melhorar a firmeza. Ondas acústicas podem atuar na textura e na circulação local. A subcisão é um procedimento minimamente invasivo que libera septos fibrosos associados a algumas depressões profundas.

 

Essas técnicas têm indicações, riscos e profissionais responsáveis diferentes dos recursos fisioterapêuticos. A escolha deve considerar o grau da celulite, a saúde da pele, o histórico da paciente e o objetivo do tratamento.

Avaliação evita falsas promessas

 

Segundo a Dra. Mariana, dor, vermelhidão, calor, inchaço unilateral ou aumento repentino de volume não devem ser atribuídos automaticamente à celulite. Esses sinais exigem avaliação antes de qualquer procedimento.

 

“O tratamento responsável não promete apagar todas as irregularidades. Ele explica o que cada técnica pode fazer, quais são seus limites e como preservar a segurança da paciente”, conclui a fisioterapeuta.

 

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Quando comer se torna um desafio: entenda a seletividade alimentar no autismo

Preferências são comuns; seletividade envolve restrições persistentes que podem afetar nutrição, saúde e convívio. No autismo, sensibilidade a textura, cheiro e temperatura é um fator relevante, mas não explica todos os casos

 

Não gostar de brócolis, preferir arroz a batata ou eleger um prato favorito não caracteriza, por si só, seletividade alimentar. Preferências fazem parte da alimentação e costumam coexistir com um repertório variado de alimentos.

 

A seletividade vai além. O quadro pode envolver repertório restrito, resistência persistente a alimentos novos e recusa motivada por características específicas, como textura, cheiro, sabor, temperatura, cor, apresentação e até marca ou embalagem.

 

Uma criança pode aceitar batata crocante, mas recusar a mesma batata amassada. Pode consumir um iogurte de determinada marca e rejeitar outro aparentemente semelhante porque percebe diferença na consistência. Em outros casos, aceita os alimentos separados, mas não consegue comê-los quando estão misturados ou encostados dentro do prato.

 

A diferença, portanto, não está apenas em “ser exigente”, mas na frequência da recusa, na extensão das restrições e no impacto que elas produzem sobre a saúde e a rotina.

 

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), define seletividade alimentar como um padrão de alimentação em que a criança ou o adolescente aceita um repertório reduzido de alimentos e apresenta recusa persistente de itens novos, conhecida como neofobia alimentar. Em documento destaca que esse comportamento pode ter repercussões nutricionais, emocionais e sociais e deve ser considerado nas estratégias de alimentação escolar.

Restrição pode ter diferentes graus

A seletividade alimentar não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Mais útil do que contar apenas quantos alimentos alguém aceita é observar o efeito da restrição no estado nutricional, nas refeições e na participação social.

 

Em situações de menor impacto, a pessoa pode evitar algumas texturas ou preparações, mas manter variedade suficiente para atender às necessidades nutricionais e participar das refeições sem sofrimento relevante.

 

Quando a restrição aumenta, o repertório pode diminuir gradualmente. A pessoa passa a depender de determinadas marcas, formas de preparo ou apresentações e encontra dificuldades para comer na escola, em restaurantes, na casa de familiares ou em viagens. Grupos alimentares inteiros podem deixar de ser aceitos.

 

Nos casos de maior gravidade, podem ocorrer alterações de peso ou crescimento, deficiência de nutrientes, sofrimento intenso durante as refeições e prejuízos importantes para a vida familiar e social.

 

Essas situações exigem avaliação clínica e nutricional e, quando indicado, investigação de transtornos alimentares, como o transtorno alimentar restritivo/evitativo (TARE).

 

A presença de autismo não é suficiente para explicar automaticamente uma restrição alimentar. O comportamento à mesa pode ser a manifestação mais visível de questões sensoriais, gastrointestinais, motoras orais, nutricionais, emocionais ou comportamentais.

Por que a seletividade é mais frequente no autismo

A seletividade alimentar é relatada com maior frequência entre crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA). Uma revisão sistemática publicada em 2025 identificou textura, aparência, apresentação, sabor e cheiro como fatores relevantes para as escolhas alimentares desse grupo.

 

O FNDE também aponta estudos que encontraram prevalências entre 40% e 80% de seletividade alimentar em estudantes com TEA. A faixa ampla reflete diferenças de definição, idade e metodologia entre pesquisas, mas sustenta a necessidade de atenção individualizada em casa e no ambiente escolar.

 

Uma das explicações possíveis está no processamento sensorial. Para algumas pessoas autistas, estímulos percebidos como corriqueiros por outras podem ser vividos com maior intensidade. A cremosidade de um purê, os grumos de uma sopa, fibras em uma carne ou a mistura de alimentos podem provocar desconforto relevante.

 

“Quando uma criança rejeita um alimento, a pergunta não deveria ser apenas ‘por que ela não quer comer?’. É importante observar o que existe naquela experiência: textura, cheiro, temperatura, apresentação, mistura ou imprevisibilidade. Em alguns casos, há um desconforto sensorial real por trás da recusa”, afirma a psicóloga e neuropsicóloga Luanda Rosa.

 

A distinção ajuda a entender por que dizer que alguém “gosta” ou “não gosta” de um alimento pode ser insuficiente. A criança pode aceitar cenoura crua e rejeitar cenoura cozida. O alimento é o mesmo, mas a experiência sensorial mudou.

Sensibilidade não explica tudo

A textura é uma das causas possíveis, não uma resposta automática para toda recusa alimentar de pessoas autistas. Refluxo, constipação, dor abdominal, alergias ou intolerâncias alimentares, problemas odontológicos, dificuldades de mastigação e deglutição, ansiedade e medo de engasgar também podem tornar a alimentação desconfortável.

 

“Duas crianças podem apresentar repertório alimentar reduzido por razões distintas. Uma pode evitar alimentos por hipersensibilidade sensorial; outra pode sentir dor ao mastigar; outra pode ter desenvolvido medo depois de um engasgo. A estratégia só pode ser definida depois de se entender o que sustenta a recusa”, diz Luanda Rosa.

 

Essa distinção é relevante porque insistir para que uma criança coma, sem investigar a causa da aversão, pode ampliar a ansiedade e tornar refeições ainda mais difíceis. A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que dietas restritivas não devem ser adotadas indiscriminadamente para pessoas autistas. A exclusão de glúten, leite ou outros alimentos exige indicação clínica, como diagnóstico de alergia, intolerância ou doença celíaca, e acompanhamento profissional para evitar prejuízos nutricionais.

Quando procurar avaliação

Atenção especial é recomendada quando a seletividade deixa de ser uma preferência e passa a comprometer alimentação, crescimento, saúde ou participação social.

 

Sinais que justificam avaliação incluem:

  • • Repertório alimentar cada vez menor.
  • • Recusa persistente de grupos inteiros de alimentos.
  • • Dependência de poucas marcas, embalagens, preparações ou formatos.
  • • Reação intensa a textura, cheiro, temperatura, aparência ou mistura de alimentos.
  • • Dificuldade para mastigar ou engolir, episódios frequentes de engasgo ou dor ao comer.
  • • Vômitos, refluxo, constipação ou dor abdominal associados às refeições.
  • • Perda ou ganho de peso sem explicação, alteração do crescimento, cansaço intenso ou suspeita de deficiência nutricional.
  • • Dificuldade extrema para comer fora de casa ou participar de refeições escolares.
  • • Choro, medo, fuga, crises ou conflitos frequentes durante as refeições.

 

Um sinal isolado não estabelece um diagnóstico. O que deve orientar a busca por ajuda é a combinação entre persistência, intensidade, sofrimento e impacto da dificuldade no cotidiano.

Como evitar que a refeição vire conflito

Forçar, ameaçar, punir, chantagear ou esconder ingredientes pode aumentar a aversão e associar alimentos novos a experiências negativas. A ampliação do repertório tende a ser mais segura quando ocorre de forma gradual e com metas possíveis.

 

Em alguns casos, o primeiro passo diante de um alimento novo não é comê-lo. Pode ser tolerá-lo sobre a mesa, colocá-lo no prato, observá-lo, tocá-lo ou sentir seu cheiro. A aceitação pode avançar com o tempo, de acordo com o perfil sensorial e a causa da recusa.

 

Entre as estratégias que podem ajudar estão:

  • • Manter horários e ambiente previsíveis nas refeições.
  • • Servir alimentos conhecidos junto a pequenas porções de itens ainda não aceitos.
  • • Apresentar alimentos novos mais de uma vez, sem exigir consumo imediato.
  • • Permitir aproximação gradual por meio da observação, do toque e do cheiro.
  • • Envolver a criança no preparo, na escolha e na organização da refeição quando isso for possível.
  • • Reduzir distrações, como telas, durante as refeições.
  • • Registrar padrões de aceitação e recusa relacionados a textura, temperatura, cheiro, marca e forma de preparo.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda uma postura neutra e acolhedora durante as refeições e exposição repetida a novos alimentos, respeitando idade, desenvolvimento, condições clínicas e necessidades de cada criança.

Cuidado pode envolver diferentes áreas

A seletividade alimentar não deve ser tratada apenas como questão de comportamento ou disciplina. Conforme o caso, o cuidado pode envolver pediatra, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e escola.

 

O pediatra pode investigar crescimento, sintomas gastrointestinais, alergias, intolerâncias e outras condições orgânicas. O nutricionista avalia a variedade alimentar, a ingestão e o risco de inadequação nutricional. A fonoaudiologia pode investigar mastigação e deglutição, enquanto a terapia ocupacional pode contribuir diante de questões sensoriais relevantes. Aspectos emocionais e comportamentais também podem demandar acompanhamento específico.

 

Para Luanda Rosa, a pergunta que orienta o cuidado não deveria ser “como fazer essa criança comer?”, mas “por que comer está sendo difícil para ela?”.

 

“O objetivo não é que a criança aceite todos os alimentos de uma vez. É compreender os fatores envolvidos na recusa e, a partir daí, construir estratégias individualizadas para ampliar o repertório de forma segura, gradual e respeitosa, sem transformar as refeições em experiências de pressão ou sofrimento”, afirma.

 

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Saúde & Bem-estar

Dani Ezequiel: quando a luta pelo filho se transforma em propósito para acolher famílias

A trajetória de Dani Ezequiel nasceu da experiência mais transformadora de sua vida: a maternidade atípica

 

Mãe de Thomas, autista nível 3 de suporte, ela passou a conhecer de perto os desafios enfrentados diariamente por famílias que precisam buscar tratamento, acompanhamento especializado, inclusão e qualidade de vida para seus filhos.

 

Foi nesse caminho que percebeu uma realidade que ainda afeta milhares de pessoas: enquanto algumas famílias conseguem acessar uma rede de apoio estruturada, muitas outras enfrentam essa jornada praticamente sozinhas, limitadas pela falta de recursos financeiros e suporte adequado.

 

A partir dessa vivência, Dani transformou a dor em propósito. Seu desejo de ajudar outras famílias deu origem a um projeto de impacto social voltado ao acolhimento de pessoas autistas, especialmente aquelas com níveis de suporte 2 e 3, e também às mães atípicas, que muitas vezes carregam sozinhas o peso emocional e financeiro dessa caminhada.

 

Seu objetivo é criar uma rede multidisciplinar acessível, reunindo profissionais qualificados para oferecer atendimento por valores sociais e ampliando o acesso a terapias e acompanhamentos essenciais. Dani com o senador Romário, que reconhece a importância do seu trabalho.

 

“Cuidar da pessoa autista também significa cuidar de quem cuida. Por isso, a saúde mental das mães e familiares faz parte da essência do projeto.”

 

O momento que marcou profundamente sua vida foi o dia em que recebeu o diagnóstico do filho. Desde então, cada pequena evolução de Thomas se tornou uma grande conquista. Seu maior sonho é ouvir o filho chamá-la de “mamãe”, algo simples para muitos, mas que representa uma imensa vitória para uma família atípica.

 

Essa esperança fortalece sua determinação de continuar lutando não apenas pelo próprio filho, mas por tantas outras famílias que compartilham desafios semelhantes.

 

Hoje, Dani define sua trajetória como uma caminhada de amor, persistência, aprendizado e propósito. Sua atuação representa um empreendedorismo de impacto social que busca transformar acolhimento em ação, inclusão em realidade e esperança em oportunidade.

 

Seu compromisso é garantir que mais famílias tenham acesso ao cuidado, ao respeito e ao suporte que merecem, para que nenhuma delas precise enfrentar essa jornada sozinha.

 

Para acompanhar o trabalho de Dani Ezequiel, siga o perfil no Instagram, X, Facebook e TikTok: @daniezequielrj.

 

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Saúde & Bem-estar

Perdas gestacionais recorrentes podem indicar trombofilia e merecem investigação especializada

Ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira alerta que o diagnóstico e tratamento adequados podem reduzir riscos e aumentar as chances de uma gestação saudável

 

A perda gestacional recorrente vai muito além de um desafio físico. Para muitas mulheres e casais, a sequência de abortamentos representa um sofrimento emocional intenso, frequentemente acompanhado por ansiedade, luto e até depressão, tornando indispensável o acompanhamento médico e o suporte psicológico.

 

Entre as possíveis causas está a trombofilia, condição que aumenta a predisposição do organismo à formação de coágulos sanguíneos. Quando não identificada e tratada, ela pode comprometer o desenvolvimento da gestação e elevar o risco de complicações maternas e fetais.

 

“As trombofilias podem ser hereditárias ou adquiridas. As hereditárias decorrem de alterações genéticas, enquanto a principal forma adquirida é a Síndrome Antifosfolípide (SAF), caracterizada pela presença persistente de anticorpos antifosfolípides, como os anticorpos anticardiolipina, o anticoagulante lúpico e os anticorpos anti-β2-glicoproteína I”, explica a ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira.

 

Independentemente da origem, a trombofilia costuma permanecer silenciosa por muitos anos e, em diversos casos, só é descoberta após perdas gestacionais recorrentes, trombose, AVC, embolia pulmonar ou infarto do miocárdio.

 

“A mulher pode não apresentar nenhum sintoma ao longo da vida. Entretanto, durante a idade reprodutiva, episódios como abortamentos de repetição, perda fetal, pré-eclâmpsia precoce ou grave, restrição do crescimento fetal e parto prematuro relacionado à insuficiência placentária devem acender um importante sinal de alerta”, explica a especialista.

 

Durante a gestação, as alterações naturais da coagulação tornam esse risco ainda maior. De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres grávidas apresentam probabilidade de tromboembolismo venoso quatro a cinco vezes superior à de mulheres que não estão gestantes.

Além das perdas gestacionais recorrentes, outros sinais que podem estar relacionados à trombofilia nas gestantes incluem:

 

• Perda fetal sem causa aparente;
• Pré-eclâmpsia;
• Restrição do crescimento do bebê;
• Inchaço, dor e vermelhidão em uma das pernas;
• Falta de ar repentina e dor no peito, em casos de embolia pulmonar.

 

Quando investigar?

 

A Dra. Elis Nogueira esclarece que a pesquisa dos anticorpos antifosfolípides não integra os exames de rotina do pré-natal e deve ser solicitada apenas quando existem fatores que indiquem maior suspeita clínica.

 

“Na Obstetrícia, essa investigação é recomendada especialmente para mulheres com histórico de três ou mais abortamentos espontâneos consecutivos antes de 10 semanas de gestação, perda fetal após 10 semanas ou parto prematuro antes de 34 semanas associado à pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária”, afirma.

 

A especialista destaca ainda que um resultado positivo não significa, necessariamente, que a paciente desenvolverá trombose ou enfrentará complicações na gravidez.

 

“O diagnóstico deve ser interpretado de forma individualizada, considerando o histórico clínico, o perfil dos anticorpos e a presença de outros fatores de risco.”

 

Tratamento aumenta as chances de uma gestação saudável

 

Embora a Síndrome Antifosfolípide (SAF) não tenha cura, ela pode ser controlada de maneira eficaz quando identificada.

Em mulheres com indicação médica, o tratamento pode ser iniciado ainda no planejamento da gestação e incluir ácido acetilsalicílico (AAS). Após a confirmação da gravidez, dependendo da avaliação clínica, pode ser indicada a utilização de anticoagulantes, como a enoxaparina sódica, mantidos durante toda a gestação e no pós-parto.

 

“O acompanhamento multidisciplinar e individualizado é fundamental. Quando o diagnóstico é realizado no momento adequado e o tratamento é conduzido corretamente, conseguimos reduzir significativamente o risco de tromboses e aumentar a possibilidade de uma gestação bem-sucedida, sempre monitorando cuidadosamente a saúde da mãe, do bebê e da placenta”, conclui a Dra. Elis Nogueira.

 

Sobre a Dra. Elis Nogueira

 

Dra. Elis Nogueira (CRM 98.344 | RQE 57.179), é especialista em ginecologia e obstetrícia pela AMB/FEBRASGO, possui certificação em Advanced Life Support in Obstetrics. Membro da SOGESP e da FEBRASGO, integra o corpo clínico das maternidades e hospitais São Luiz Star, Vila Nova Star, Pro Matre, Santa Joana, Albert Einstein, Sírio-Libanês e Santa Catarina, entre outros.

 

Nota ética: Este conteúdo possui caráter informativo e educativo. Não substitui avaliação médica individualizada, não promove medicamentos ou tratamentos específicos e está em conformidade com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) para comunicação pública.

 

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Mônica Calderari: ajudando mulheres a viverem a menopausa com mais qualidade de vida

A trajetória de Mônica Calderari é marcada pela coragem de recomeçar

 

Nutricionista, química e professora universitária, ela construiu uma carreira sólida na área da educação antes de descobrir uma nova missão: ajudar mulheres a atravessarem o climatério e a menopausa com mais energia, disposição e bem estar.

 

Filha de um taxista e de uma costureira, Mônica cresceu em uma família simples e acreditava que a estabilidade viria por meio do serviço público. Em 1994, tornou-se professora de Química da UERJ, conquistando a segurança financeira que sempre buscou. No entanto, a crise do Estado do Rio de Janeiro, em 2016, mudou sua visão sobre estabilidade e a levou a buscar novos caminhos.

 

Foi então que a Nutrição surgiu de forma inesperada. Após sonhar com essa possibilidade, decidiu prestar vestibular para a UERJ e iniciar uma nova graduação. Durante cinco anos, conciliou uma rotina intensa de estudos e trabalho, até descobrir uma verdadeira paixão: unir os conhecimentos da Química à Nutrição para compreender o corpo humano de forma mais profunda e personalizada.

 

Hoje, seu trabalho é dedicado especialmente às mulheres com mais de 40 anos que enfrentam os desafios do climatério e da menopausa. Com uma abordagem baseada na ciência, no acolhimento e na individualidade, Mônica acredita que a energia é o primeiro passo para qualquer mudança.

 

Afinal, quando uma mulher recupera sua disposição, ela volta a se movimentar, cuidar da saúde, realizar projetos e enxergar novas possibilidades para a própria vida.

Seu atendimento vai muito além da elaboração de planos alimentares.

 

Por meio do Método M.E.U. — Mapear, Equilibrar e Consolidar —, ela analisa sintomas, rotina, alimentação, composição corporal e estilo de vida para construir estratégias personalizadas que promovam resultados sustentáveis.

 

“O objetivo não é apenas melhorar indicadores de saúde ou alcançar metas na balança, mas devolver qualidade de vida, autoestima e protagonismo.”

 

Ao longo da carreira, Mônica coleciona histórias inspiradoras de mulheres que chegaram ao consultório sem energia e redescobriram o prazer de cuidar de si mesmas. São relatos que reforçam sua convicção de que a menopausa não representa uma pausa, mas uma nova fase repleta de possibilidades.

 

Segundo ela, nunca é tarde para começar um novo ciclo. Sua própria história prova que a idade não limita sonhos, projetos ou conquistas. Com conhecimento, persistência e propósito, ela segue ajudando mulheres a escreverem novos capítulos de suas vidas com mais saúde, confiança e vitalidade.

 

Para acompanhar o trabalho de Mônica Calderari, siga o perfil no Instagram: @nutrimonicacalderari, acesse o site: www.metodomeu.com, ou entre em contato pelo número: (21) 98663-1000.

 

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