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Menopausa: a revolução silenciosa que transforma a carreira das mulheres

A menopausa ainda é um tabu em muitos ambientes profissionais. Sintomas como insônia, ondas de calor e alterações de humor podem parecer questões pessoais, mas têm reflexos diretos na vida profissional. Um estudo publicado em 2023 pela Mayo Clinic Proceedings, mostrou que 13,4% das mulheres relataram impacto negativo no desempenho no trabalho por causa da menopausa, e 10,8% chegaram a faltar dias inteiros, o que representou um custo estimado de US$ 1,8 bilhão por ano nos Estados Unidos.

“Esses números deixam claro que não se trata apenas de saúde feminina, mas de um tema de gestão e produtividade. Quando a empresa ignora esse debate, perde talentos experientes e engajados”, alerta a consultora de RH, psicóloga, mentora de líderes e de carreira, Bia Tartuce.

A consultora de RH, Bia Tartuce, esclarece que medidas como
políticas de flexibilidade, ambientes acolhedores e treinamentos de gestores para lidar com o tema são fundamentais


Segundo ela, a falta de políticas específicas ou de um ambiente aberto ao diálogo faz com que muitas mulheres enfrentem esse período em silêncio. “É nesse silêncio que o engajamento diminui e que vemos carreiras brilhantes sendo interrompidas ou desaceleradas. Precisamos quebrar esse ciclo”, reforça.

O que as empresas podem (e devem) fazer

Para Bia Tartuce, é urgente que as organizações comecem a olhar para a menopausa como uma questão de necessidade. “Assim como já discutimos a presença das mulheres em cargos de liderança e o equilíbrio entre maternidade e carreira, precisamos falar de menopausa. Estamos falando de profissionais que, muitas vezes, estão no auge da experiência e da capacidade de liderança”, defende.

Medidas como políticas de flexibilidade, ambientes acolhedores e treinamentos de gestores para lidar com o tema são, segundo a consultora, passos fundamentais. “Quando a mulher sente que pode conversar com o RH ou com seu gestor sem medo de julgamento, ela se engaja mais e se mantém produtiva”, explica.

O que a profissional pode fazer por si mesma

Mas não cabe apenas à empresa agir. Bia Tartuce ressalta que o autoconhecimento e a comunicação clara são ferramentas importantes para atravessar essa fase. “Entender seus sintomas e reconhecer como eles afetam seu trabalho é o primeiro passo. Se sentir abertura, converse com seu gestor ou com o RH. Não precisa expor tudo, mas sinalizar que está em uma fase de adaptação já ajuda”, recomenda.

Se a empresa já oferece home office ou horários adaptados, a psicóloga ressalta que a mulher precisa aproveitar isso, caso contrário, ela pode propor alternativas que funcionem para ambos os lados. “Muitas vezes, pequenas mudanças já fazem diferença”, sugere.

Outra orientação de Tartuce diz respeito à reavaliação de carreira. “A menopausa pode ser também um convite para repensar prioridades. Algumas mulheres decidem investir em cursos, explorar novas áreas ou até fazer uma transição profissional. Essa fase pode abrir espaço para descobertas”, observa.

Para passar por essa fase de maneira mais tranquila, buscar rede de apoio também é fundamental. “Trocar experiências com outras mulheres é essencial. Dentro e fora da empresa, isso traz acolhimento e ideias práticas para lidar com o dia a dia”, finaliza.

Serviço
Bia Tartuce: consultora de RH, psicóloga, mentora de líderes e de carreira
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/anabtj/
Instagram: https://www.instagram.com/biatartuce_/

 

Saúde & Bem-estar

Metas, ansiedade e recomeços: com o fim de ano chegando, é hora de recalcular rota

 

Para estudantes e profissionais, o final de ano representa um período de reflexão, de reavaliar o que foi realizado e planejar o que está por vir. Por um lado, enfrentam uma carga emocional intensa, sentimentos que não alcançaram o suficiente, principalmente quando percebem que algumas metas ficaram pelo caminho. Por outro, também é um momento oportuno para estudantes que estão escolhendo uma carreira ou para profissionais que buscam uma nova direção. Para muitos, surge a pergunta: o que fazer para mudar tudo isso?

A psicóloga e orientadora de carreira, Fabiana Abath, explica que a sobrecarga emocional resultante de um balanço do que foi feito ao longo dos últimos meses pode impactar a autoestima e aumentar a ansiedade. Ela recomenda que profissionais e estudantes invistam em hobbies, atividades físicas, momentos de lazer e psicoterapia para manter o equilíbrio. “A terapia ajuda a entender os limites pessoais, a organizar melhor o tempo e a gerenciar a ansiedade, proporcionando uma relação mais saudável com o trabalho ou com os estudos”, esclarece.

Fabiana Abath também esclarece que fazer uma avaliação do ano que está acabando pode ajudar a identificar desejos e valores mais profundos. Para os estudantes, por exemplo, que encerraram o ensino médio e estão agora olhando para o futuro, a orientação profissional é essencial neste momento, já que escolher uma carreira alinhada aos interesses e valores pode evitar frustrações futuras. “A orientação profissional permite ao jovem explorar suas habilidades e avaliar qual área faz sentido para sua trajetória, ajudando a prevenir decisões impulsivas”, comenta Fabiana.

Para profissionais, essa fase pode ser uma oportunidade para reconsiderar suas escolhas e, se necessário, pensar em uma nova direção. “A orientação de carreira é um processo que ajuda o profissional a encontrar um novo propósito, seja por mudança de área ou por uma transição mais significativa, especialmente se ele sente que a carreira atual não está em sintonia com suas aspirações.”

Serviço:
Fabiana Abath – Psicóloga e orientadora de carreira
Site: www.fabianaabath.com.br
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fabianaabath/
Instagram: https://www.instagram.com/fabianaabathpsi/