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- Com abordagem humanizada e foco em prevenção, Fundação reforça o papel dos exames de imagem como aliados na jornada de bem-estar da mulher durante a menopausa
A menopausa é uma etapa natural na vida da mulher, marcada por transformações hormonais, físicas e emocionais. Ainda cercada de tabus e desinformação, essa fase exige atenção e conhecimento, e os exames de imagem podem ser grandes aliados para garantir uma transição mais equilibrada e saudável.
A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), maior prestadora de diagnóstico por imagem do Brasil e referência em atendimento humanizado, reforça que o acompanhamento por exames é parte fundamental do autocuidado feminino. O ginecologista Dr. Ivaldo Silva, professor livre-docente pela EPM/Unifesp e membro do Conselho Curador da FIDI, explica que “a menopausa não é uma doença, mas um processo fisiológico que requer atenção. Quando a mulher se informa, realiza seus exames de rotina e entende o que está acontecendo, ela assume um papel ativo no cuidado com a própria saúde”.
Ele destaca que o corpo feminino passa por alterações significativas nessa fase como: perda de massa óssea, mudanças metabólicas e maior vulnerabilidade cardiovascular e que os exames de imagem são ferramentas de apoio tanto na prevenção quanto no bem-estar.
“A densitometria óssea, por exemplo, é fundamental para identificar precocemente a osteoporose; a ultrassonografia transvaginal ajuda a monitorar o útero e os ovários; e a mamografia continua sendo o principal exame de rastreamento do câncer de mama”, reforça o médico.
A radiologista Dra. Vivian Milani, especialista em mama, complementa que “a mamografia é o exame mais eficaz para detectar alterações antes que se tornem palpáveis, garantindo diagnósticos precoces e aumentando as chances de tratamento bem-sucedido”. A FIDI, responsável pela gestão das unidades móveis do Programa Mulheres de Peito desde 2014, já realizou mais de 360 mil mamografias gratuitas em todo o Estado de São Paulo, impactando diretamente a vida de milhares de mulheres.
O Dr. Ivaldo também ressalta que o bem-estar nesta fase vai além da parte clínica: envolve autoconhecimento, equilíbrio emocional e uma nova relação com o corpo. Ele aconselha que as mulheres adotem uma rotina com atividade física regular, alimentação balanceada e acompanhamento médico contínuo.
“A menopausa é o momento de olhar para si com mais cuidado. Dormir bem, praticar exercícios e manter uma boa nutrição são atitudes que fazem diferença na longevidade e na autoestima”, orienta. Ele lembra ainda que é importante romper com a ideia de que desconfortos são inevitáveis. “Ondas de calor, irritabilidade e insônia não precisam ser aceitos como parte obrigatória da vida. Hoje existem tratamentos e acompanhamentos que devolvem a qualidade de vida. O conhecimento é a principal forma de empoderamento”, completa.
Com quase quatro décadas de atuação e presença em mais de 100 unidades de saúde, a FIDI alia tecnologia, pesquisa e humanização para promover um atendimento centrado no paciente e disseminar conhecimento confiável sobre saúde.
Para a Fundação, os exames de imagem são muito mais do que instrumentos diagnósticos: são ferramentas de cuidado contínuo e parte de uma jornada de bem-estar e autocuidado que começa com a informação.
“Falar sobre menopausa é falar sobre qualidade de vida. E os exames de imagem são aliados nessa trajetória porque cuidar da saúde é também cuidar da tranquilidade e da confiança de cada mulher”, conclui o ginecologista.
Sobre a FIDI
Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI é uma Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em mais de 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2024, foram 5 milhões de exames realizados – 7% de crescimento em relação à 2023 -, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X, densitometria óssea, hemodinâmica e medicina nuclear. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.
A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial, e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo.
Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW). Em 2025, a FIDI ganhou o prêmio Líderes da Saúde, na categoria Laboratórios, reconhecimento do Grupo Mídia às empresas, indústrias, entidades setoriais e prestadores de serviço.
Desde 2014 a FIDI atua no projeto da carreta-móvel ‘Mulheres de Peito’, parceria com o Estado de São Paulo, que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atendidos, mais de 360 mil mamografias, 19 mil ultrassonografias e 900 biópsias realizadas, além de 3.900 mulheres encaminhadas.
A Fundação amplia, a cada ano, sua atuação em iniciativas itinerantes que levam saúde e bem-estar e, neste sentido, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos (SP), participa do projeto “Carreta da Saúde da Mulher”.
São realizados exames como mamografia bilateral, ultrassonografia mamária e ultrassonografia transvaginal.
Essas ações reforçam a força da Fundação em projetos de acesso à saúde, garantindo atendimento de qualidade e impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Exageros de fim de ano podem comprometer a fertilidade, alerta especialista
Ganho de peso, álcool e sedentarismo afetam hormônios e qualidade reprodutiva; obesidade já é um dos principais fatores de risco para quem deseja engravidar
Ceias fartas, consumo excessivo de álcool e semanas fora da rotina durante as festas de fim de ano podem ter um impacto maior do que muitos imaginam. Antes mesmo de se manifestar em doenças como diabetes ou problemas cardíacos, o ganho de peso associado a esses exageros já pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. O excesso de peso interfere no equilíbrio hormonal, afeta a ovulação e reduz a qualidade dos espermatozoides, tornando a gravidez mais difícil.
“O excesso de peso provoca alterações hormonais capazes de prejudicar a produção de espermatozoides e a ovulação, impactando diretamente as chances de fecundação”, explica o ginecologista e especialista em medicina reprodutiva Dr. Maurício Chehin, do Grupo Huntington.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros vivem hoje com excesso de peso; 31% têm obesidade e 37% estão com sobrepeso. No caso das mulheres, a obesidade pode gerar ciclos menstruais irregulares e diminuir a frequência de ovulação.
“Recomendamos que pacientes com obesidade ou sobrepeso busquem acompanhamento médico e nutricional antes de engravidar, seja de forma espontânea ou por Fertilização in Vitro. A perda de peso aumenta as chances de sucesso e reduz riscos importantes na gestação”, afirma Chehin.
Entre os homens, os impactos também são significativos. A obesidade afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides e pode comprometer a função sexual. “O acúmulo de gordura altera o equilíbrio hormonal reduzindo a testosterona e aumentando o risco de disfunção erétil. Isso repercute diretamente na motilidade e concentração dos espermatozoides”, acrescenta o especialista.
O crescimento da obesidade no país é impulsionado por padrão alimentar inflamatório, sedentarismo e longos períodos de exposição às telas. Para o médico, esse conjunto tem ampliado os desafios reprodutivos no Brasil. “Já vemos quase um terço da população vivendo com obesidade e isso tem consequências claras para a saúde reprodutiva”, observa.
Riscos durante a gestação
Além de dificultar a gravidez, o excesso de peso aumenta taxas de aborto e complicações obstétricas. “A obesidade eleva o risco de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas durante o parto. Controlar o peso antes da gestação é um fator de proteção fundamental para mãe e bebê”, destaca Chehin.
Estilo de vida e prevenção
Mudanças simples de rotina têm impacto direto na fertilidade. “Dormir bem, não fumar, manter peso saudável, praticar atividade física, moderar o consumo de álcool, adotar uma alimentação equilibrada e manter relações sexuais regulares cerca de três vezes por semana são medidas que favorecem a saúde reprodutiva”, orienta o especialista.
Chehin faz ainda dois alertas importantes: o uso de lubrificantes vaginais inadequados que podem comprometer a mobilidade dos espermatozoides e o risco das infecções sexualmente transmissíveis. “As ISTs são causas frequentes de infertilidade e muitas vezes só são percebidas quando já provocaram danos”, afirma.
O médico reforça que consultas periódicas com ginecologistas e urologistas são essenciais para monitorar a saúde reprodutiva. “O acompanhamento regular permite identificar e corrigir fatores de risco e preservar a fertilidade antes que ocorram danos irreversíveis”, finaliza.
Especialista dá 5 dicas para reprogramar o cérebro e não sabotar os planos em 2026
Psicóloga e neurocientista Anaclaudia Zani aborda a importância de não auto sabotar o próprio cérebro, transformando resoluções em resultados verdadeiros e fazendo de 2026 um ano em que as mudanças realmente acontecem
Há poucos dias do término de 2025, é comum que a maioria das pessoas esteja revisando metas, estabelecendo novos objetivos e reafirmando intenções para o próximo ano. Para muitos é o momento de “virar a página”, dar um “reset” na vida. No entanto, a realidade é bem diferente e estudos indicam que até 80% das pessoas abandonam suas promessas antes de fevereiro, ou seja, o que antes significava motivação pode acabar virando frustração.
A neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, especialista em comportamento humano com 30 anos de pesquisa na área, ajuda a entender o porquê isso acontece e como evitar a auto sabotagem. Não é falta de disciplina, é o cérebro operando em modo de autoproteção, priorizando hábitos antigos e atalhos mentais já consolidados.
“O cérebro é um processador de informações. Somos nós que mandamos nele, então depende muito de como interpretamos o mundo e vamos narrando pra ele e assim ele vai reagindo. É assim que funciona. Nesse sentido, a procrastinação para o cérebro está muito ligada à crítica da pessoa. O medo da frustração de não sair tão bem feito faz com que ela nem faça. Isso é a tal procrastinação e o que as pessoas precisam entender é que é melhor dar o primeiro passo sem necessariamente ser perfeito, pois tudo tem um processo”, explica Anaclaudia, que é criadora da EITA Mentora Virtual, primeira IA que ajuda as pessoas a racionalizar as emoções.
Segundo a especialista, colocar em prática as metas estabelecidas vai muito além da disciplina ou da força de vontade: reside na estrutura cerebral e nos vieses psicológicos que regem nosso comportamento. O cérebro humano é programado para repetir comportamentos familiares, economizar energia e evitar esforços cognitivos elevados, exatamente o oposto do que exigem as mudanças de comportamento.
Mas, afinal, por que o cérebro sabota nossos planos?
A especialista explica que rodando meio que no “piloto automático”, o cérebro tende a preferir atalhos neurais já consolidados. Hábitos e caminhos antigos, mesmo que ruins, são mais confortáveis do que os novos. Mudanças exigem novas conexões neurais, o que demanda esforço, tempo e constância para o organismo, que cria meio que uma resistência, dificultando que novas rotinas se iniciem.
Motivação sem recompensa imediata logo acaba. Ao estabelecer metas, o cérebro libera dopamina – neurotransmissor que regula a motivação, o prazer, a libido e outras funções, mas quando os resultados demoram, a motivação logo vai embora e o cérebro volta aos padrões e ao conforto dos hábitos antigos.
Metas vagas e objetivos abstratos confundem o cérebro, assim como o excesso deles gera sobrecarga cognitiva. É preciso ter clareza sobre como agir mantendo o foco. Evitar resoluções como “entrar em forma”, “cuidar da saúde”, pois são metas amplas demais e que carecem de especificidade. Devemos mostrar ao cérebro como agir para que ele não volte ao automático e não desista rapidamente.
Otimismo excessivo sobre a própria capacidade de mudar e a subestimação dos obstáculos, também é uma maneira do cérebro se autosabotar. As promessas precisam sobretudo serem realistas. O excesso de otimismo faz com que as pessoas superestimem sua capacidade de mudança e subestimem obstáculos. O primeiro tropeço gera frustração e abandono da meta.
Reprogramando o cérebro para 2026
Anaclaudia Zani aponta para a parte biológica do cérebro: “Não há culpa na falha, há biologia. O cérebro não é fixo, é maleável, poupa chance real de mudança”. Por isso, ela elenca algumas maneiras para reprogramar o cérebro para o próximo ano, lembrando que a mudança só se estabiliza a partir do momento em que vira hábito:
• Defina e estabeleça metas claras, específicas e realistas. Troque “vou me exercitar”, por: “caminhar 20 minutos 3 vezes por semana”. Quanto mais concreto e factível, melhor para a mente. Metas claras reduzem a sobrecarga mental e dão um “mapa” claro para o cérebro seguir.
• Não faça mudanças radicais, pois tendem a falhar. Comece com passos pequenos, mas que tenham consistência. Lembre-se sempre: hábitos pequenos e frequentes a mente fixa melhor. A neuroplasticidade – capacidade do sistema nervoso de mudar, aprender e adaptar a sua forma e função ao longo da vida, em resposta a estímulos, experiências, aprendizado, lesões ou doenças, se beneficia da repetição gradual.
• Como o cérebro gosta de resultados rápidos, pequenas recompensas e reforços positivos são bem vindos e ajudam o cérebro a consolidar o comportamento.
• Autocompaixão, paciência e resiliência sempre e nada de culpa! Errou? Recomece e não se puna! A culpa bloqueia o aprendizado. A Autocrítica sabota nosso cérebro a ativar mecanismos de stress e medo. O foco deve ser no progresso e não na perfeição.
- • Compartilhe metas com amigos, família, ou mesmo grupos de apoio e acompanhe os progressos periodicamente. A mente entende isso como um sinal de comprometimento e responsabilidade social, fortalecendo o novo objetivo.
“É preciso entender o cérebro e seus mecanismos cerebrais e que ele é nosso aliado antes de traçar qualquer meta no papel. Começar a usar a neurociência e a psicologia a favor das intenções pode fazer com que 2026 seja realmente diferente e transformador”, conclui.

Sobre Anaclaudia Zani
Criadora do Método InLuc (Inteligência – Liberdade Única Conquistada), reconhecido em congressos internacionais, desenvolve trabalhos com neurociência aplicada voltados para mudanças comportamentais mensuráveis. Atua com foco em alta performance com executivos de grandes empresas como Google e Meta, além de atletas profissionais. É palestrante, escritora e fundadora da startup EITA (Elevar a Inteligência a Treino de Autopercepção), plataforma pioneira de apoio emocional em tempo real que recentemente captou R$ 1 milhão em rodada angel. Anaclaudia também é criadora da Mentora Virtual, primeira IA que ajuda na racionalização das emoções.
Como o climatério afeta o corpo da mulher e o que fazer para manter a saúde
Essa fase deve ser vista como uma oportunidade de cuidar ainda mais do corpo. Alimentação, exercícios e um bom sono são aliados poderosos
Vamos falar da relação entre o climatério e ganho de peso. Primeiro é importante lembrar que o climatério é a fase de transição que leva à menopausa. Geralmente se dá entre os 40 e 50 anos, onde os ovários reduzem gradualmente a produção de estrogênio e progesterona. E como isso afeta a saúde da mulher? Começa pelo metabolismo, que pode ficar mais lento.
Com isso, pode acontecer maior perda de massa muscular, queda da densidade óssea e mudanças no padrão de distribuição de gordura corporal, favorecendo a gordura visceral. Essas são algumas das consequências no corpo da mulher. Porém, é possível diminuir esses sintomas com uma estratégia baseada em três pilares: alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e sono de qualidade.
Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo, com foco no emagrecimento, reforça essa mensagem. “Vale lembrar que com a queda do estrogênio ocorre uma redistribuição da gordura. No climatério e na menopausa, ela passa a acumular principalmente no abdômen. Mas também pode aumentar na região do dorso, a chamada gordura nas costas e braços”, explica.
Estudos mostram que essa queda está ligada à alteração na sensibilidade à insulina e ao metabolismo lipídico. A North American Menopause Society aponta que mulheres podem ganhar até 5 cm de circunferência abdominal nos primeiros anos pós-menopausa, mesmo sem grandes alterações de peso.
Isso demonstra que o acúmulo de gordura no abdômen pode trazer riscos à saúde da mulher. “A gordura visceral, que fica entre os órgãos, aumenta a chance de desenvolver síndrome metabólica, diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e até doenças cardiovasculares. Também há associação com maior risco de alguns tipos de câncer, como o de mama”, alerta o médico.
Estratégias para manter a saúde e o peso
Thiago considera que mesmo com o metabolismo mais lento, não significa que emagrecer seja impossível. “Estratégias que unem nutrição adequada, exercícios, principalmente musculação e aeróbicos combinados. E, em alguns casos, suplementação ou medicamentos, podem trazer excelentes resultados. A chave está na personalização do plano”, afirma. Ele destaca três pilares como estratégia nesse momento:
Alimentação balanceada: consumo de proteínas adequadas, fibras, vegetais e menor de ultra processados.
Exercício físico regular: especialmente treino de força para preservar massa muscular.
Sono de qualidade e manejo do estresse: ambos influenciam hormônios como o cortisol, que impacta diretamente no peso.
Dicas para quem está entrando no climatério
- • O climatério não deve ser visto como uma sentença de ganho de peso e perda de saúde. É uma oportunidade de cuidar ainda mais do corpo.
- • Consultas regulares para checar saúde óssea, cardiovascular e metabólica são fundamentais.
- • Apoio psicológico pode ser importante, já que essa fase muitas vezes traz impacto emocional.
- • Hábitos saudáveis adotados nesse período podem aumentar a expectativa de vida e qualidade de vida.
- Envelhecer é inevitável, mas envelhecer com saúde é uma escolha que passa por disciplina, acompanhamento profissional e mudança de hábitos.
- Sobre Dr. Thiago Viana (CRM nº 144.585. Médico do Esporte e Nutrólogo: RQE 121770-118488).
- Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo com foco no emagrecimento. Formado pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), em 2010. Atualmente, ele atende em sua clínica na cidade de Bauru e com trabalho especializado na medicina esportiva, qualidade de vida, com foco em emagrecimento e melhora de performance.
- O Dr. Thiago é pós-graduado em medicina esportiva pela faculdade BWS, nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Ele ainda é membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), membro da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO), membro da European Board of Obesity Medicine e membro associado da Sociedade Brasileira de Andropausa e Menopausa (SBAM).
Saúde bucal nas festas de fim de ano: dicas para manter o sorriso intacto
Nesta época de celebrações e confraternizações, a mesa farta de guloseimas e sobremesas típicas leva, inevitavelmente, a um consumo elevado de açúcar. Contudo, ao contrário do que muitos pensam, o impacto desse excesso não se resume apenas aos quilos extras; ele representa um risco direto e significativo à saúde bucal.
O mecanismo é bem conhecido na odontologia: o açúcar atua como um grande vilão à integridade do esmalte dentário. Conforme explica o Dr. Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany, ao consumir alimentos e bebidas açucaradas, as bactérias naturalmente presentes na boca (principalmente as do gênero Streptococcus mutans) transformam esse açúcar em ácidos. Estes ácidos, por sua vez, atacam o esmalte, que é a camada protetora externa dos dentes, iniciando o processo de desmineralização. A repetição frequente desse processo pode levar a danos importantes, culminando na formação de cáries.
Quando o esmalte se desgasta, a camada subjacente, a dentina — rica em terminações nervosas — pode ficar exposta. Essa exposição é a causa da sensibilidade dentária. Isso significa que, mesmo na ausência de cáries visíveis, o consumo de doces, bebidas geladas ou quentes, e comidas ácidas pode provocar dor ou incômodo agudo. Diante do extenso calendário festivo, torna-se crucial estabelecer um equilíbrio cuidadoso entre o prazer de saborear as delícias da temporada e a necessidade de proteger a saúde bucal.
A seguir, apresentamos recomendações fundamentais para a prevenção:
- * Moderação no consumo de açúcar: limite a quantidade e a frequência de doces e bebidas açucaradas. Prefira consumi-los em momentos específicos (como sobremesa), em vez de petiscar ao longo de todo o dia das festividades.
- * Higiene bucal rigorosa: mantenha a rotina de higiene inalterada. Escove os dentes com creme dental fluoretado e utilize uma escova de cerdas macias. O uso do fio dental é indispensável, pois remove resíduos de áreas onde a escova não alcança. O bochecho com enxaguantes pode complementar, mas jamais substituir a escovação.
- * Atenção aos doces pegajosos: evite balas, caramelos e outros doces “grudentos” ou de longa permanência na boca. Eles aderem à superfície do dente e são mais difíceis de remover, aumentando significativamente o tempo de exposição dos dentes aos ácidos e, consequentemente, o risco de cáries e sensibilidade.
- * Controle da acidez: o consumo de refrigerantes e bebidas ácidas favorece a queda do pH bucal, criando um ambiente propício para a atividade das bactérias que causam danos aos dentes. Se consumir essas bebidas, utilize um canudo para minimizar o contato com os dentes e, se possível, enxágue a boca com água pura logo em seguida.
- * Visitas regulares ao dentista: a prevenção e a detecção precoce fazem uma grande diferença. Consulte o dentista regularmente, especialmente se notar dor, sensibilidade, manchas, sangramento gengival ou qualquer outro sintoma.
Em suma, as festas de fim de ano não precisam ser sinônimo de descuido com a saúde bucal. Com atenção, moderação e a manutenção de bons hábitos de higiene, é perfeitamente possível saborear os doces típicos da época e, ao mesmo tempo, preservar a saúde e a beleza do seu sorriso. Afinal, nada estraga mais uma comemoração do que uma dor de dente inesperada.
Para mais informações siga @odontocompany
Verão e câncer de pele: por que ainda subestimamos os riscos da exposição solar?
Com a chegada do verão, a exposição ao sol se intensifica e, com ela, aumentam também os riscos para a saúde da pele. O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ainda assim, a gravidade da doença passa despercebida por grande parte da população. Isso ocorre porque os danos causados pela radiação ultravioleta são cumulativos e de evolução lenta, o que dificulta a percepção imediata do risco e leva muitos a negligenciar medidas simples de proteção.
A doença se divide em dois grandes grupos, com comportamentos distintos. O câncer de pele não melanoma, o mais comum no país, costuma aparecer em pessoas de pele clara, indivíduos mais velhos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. Quando descoberto cedo, tem mais de 90% de chance de cura. Já o melanoma, embora menos frequente, é muito mais agressivo e exige atenção imediata. Ele pode surgir como uma nova pinta ou como uma mancha previamente existente que começa a mudar rapidamente. A confirmação diagnóstica é feita por biópsia, etapa essencial para definir o tratamento adequado e iniciar a intervenção no momento certo.
Reconhecer mudanças suspeitas é um passo decisivo para evitar atrasos no diagnóstico. Por isso, depois de entender como cada tipo de tumor pode se manifestar, vale observar a pele com atenção utilizando a regra do ABCDE, uma ferramenta simples e eficiente, adotada mundialmente para identificar sinais de alerta. A letra A corresponde à assimetria, B indica bordas irregulares, C refere-se à variação de cor, D aponta para diâmetro acima de 6 milímetros e E representa evolução, qualquer mudança rápida em formato, tamanho, cor ou sintomas. Além desses critérios, é importante ficar atento a lesões que sangram, doem, coçam ou não cicatrizam. Áreas menos lembradas, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e plantas dos pés, também devem ser avaliadas.
A exposição solar acumulada ao longo da vida permanece como o principal fator de risco. E não se limita ao sol da praia: caminhadas rápidas, deslocamentos diários e até o braço apoiado na janela do carro contribuem para o dano contínuo. Pessoas de pele clara, quem já teve câncer de pele e indivíduos com histórico familiar devem redobrar os cuidados. Entre os fatores adicionais de risco está o bronzeamento artificial, que utiliza radiação ultravioleta em intensidade elevada e, por isso, pode aumentar significativamente a chance de desenvolvimento de tumores, motivo pelo qual seu uso não é recomendado pelas principais sociedades médicas.
A proteção precisa fazer parte da rotina. Usar diariamente um protetor solar com FPS acima de 30, aliado a barreiras físicas como roupas com proteção UV, óculos escuros e bonés, além do cuidado de evitar o sol entre 10h e 16h, compõe um conjunto de medidas simples e muito eficazes para reduzir o risco. Também vale esclarecer um mito bastante comum. O protetor solar não interfere na produção adequada de vitamina D, pois a exposição leve e involuntária que acontece durante as atividades do dia já garante os níveis necessários para o organismo.
Quando o câncer de pele é identificado no início, o tratamento costuma ser mais simples e apresenta melhores resultados. Nos casos de tumores não melanoma, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente e, em áreas mais delicadas, a técnica de Mohs permite retirar apenas o tecido afetado, preservando ao máximo a pele saudável. Já o melanoma exige uma avaliação mais detalhada porque pode se espalhar para outros órgãos. Para mapear possíveis áreas comprometidas, exames como tomografia e PET CT são utilizados, já que fornecem uma visão ampla do organismo e ajudam a identificar alterações ainda pequenas.
Nos últimos anos, houve avanços importantes no tratamento. As terapias alvo, que atuam diretamente em mutações específicas das células tumorais, e a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer, ampliaram o controle da doença e melhoraram de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. Essas opções permitiram abordagens mais personalizadas e eficazes, especialmente quando iniciadas precocemente.
O câncer de pele é uma doença comum, séria e muitas vezes evitável. E justamente por ser tão visível e silencioso ao mesmo tempo, acaba sendo negligenciado. Cuidar da pele não exige grandes esforços, apenas atenção. Observar, proteger e procurar avaliação médica diante de qualquer mudança são passos simples que salvam vidas.
* Por Dr. Mateus Marinho, médico oncologista da Croma Oncologia.
Autocuidado também é privilégio: só uma em cada três mulheres negras pratica exercícios no Brasil
Estudo da Vidalink mostra que o bem-estar ainda é um luxo para grande parte da população e que a desigualdade racial reflete até nos hábitos de saúde
A terceira edição da maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, o Check-up de Bem-Estar 2025, conduzida pela Vidalink, revela que apenas 37% das pessoas pretas e pardas praticam exercícios físicos pelo menos uma vez por semana, percentual significativamente menor que o observado entre pessoas brancas (45%). Entre as mulheres, a disparidade é ainda mais expressiva: 33% das negras se exercitam regularmente, frente a 42% das brancas.
A prática de exercícios físicos está diretamente associada à melhora do bem-estar emocional e à prevenção de doenças crônicas, como diabetes, depressão e ansiedade — problemas que impactam tanto a qualidade de vida do trabalhador quanto a produtividade nas empresas.
O CEO e cofundador da Vidalink, Luis Gonzalez, analisa que o exercício físico promove adaptações fisiológicas que permitem às pessoas um melhor desempenho de suas funções no trabalho. “Poder priorizar o momento de autocuidado, mantendo a prática de exercícios físicos no dia a dia, melhora o desempenho das funções no trabalho. No entanto, a sobrecarga, especialmente a dupla jornada, também faz com que a saúde fique em segundo plano, evidenciando a importância de o RH e a liderança se atentarem a esses desafios para apoiar da melhor forma nos benefícios corporativos e programas de bem-estar”, analisa Gonzalez.
Entre os benefícios da prática regular, destacam-se o aumento da disposição, concentração e resiliência, além da redução do absenteísmo e da prevenção de acidentes de trabalho.
Para as empresas, o incentivo à atividade física deve ser entendido como investimento em saúde corporativa e engajamento. “Ações como benefícios voltados à prática esportiva, programas de acompanhamento físico e acesso a academias podem estimular hábitos mais saudáveis entre colaboradores”, sugere o CEO.
O Check-up de Bem-Estar 2025 analisou dados de 11.600 colaboradores de 250 companhias de grande porte, com mais de 300 funcionários, de diversos setores. As respostas foram coletadas pelo aplicativo da Vidalink entre janeiro e junho de 2025. Do total, 51% dos participantes são homens e 49% são mulheres.
Clique aqui para conferir o estudo completo no site.
Sobre a Vidalink
A Vidalink é a maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil e pioneira ao oferecer um plano de medicamentos para colaboradores, com cobertura nacional e 100% digital. Por meio de um aplicativo único, integra saúde física e mental, promovendo bem-estar 360º.
O plano de medicamentos funciona como um aumento salarial indireto, com custo até 85% menor para a empresa do que repassar o mesmo valor na folha. Para o colaborador, oferece experiência descomplicada e segura com sistema antifraude. A Vidalink também disponibiliza segurança para a empresa com 100% de auditoria das receitas e ferramentas como o Portal Empresas, o Dashboard Médico e o Check-up de Bem-Estar, que apoiam o RH na gestão e análiseCom mais de 25 anos de mercado, atende mais de 850 empresas e 4 milhões de usuários. Grandes marcas como Apple, iFood, Johnson & Johnson, Pirelli, Ipiranga, Tim, Vivo e Warner Bros já utilizam os benefícios da Vidalink no ambiente de trabalho.
Menopausa e Raça: evidências revelam desigualdades que afetam milhões de mulheres negras
Pesquisas mostram que mulheres negras enfrentam sintomas mais longos e intensos, uma transição mais precoce e barreiras de cuidado ainda pouco reconhecidas pela medicina
A transição menopausa não ocorre da mesma forma para todas as mulheres e, no caso das mulheres negras, estudos internacionais revelam um conjunto de desigualdades que inclui sintomas mais duradouros, início mais precoce e menor acesso a tratamentos especializados. É o que destaca a médica e pesquisadora Fabiane Berta, que vem reunindo e analisando evidências científicas sobre o tema.
Pesquisas como o SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation) — estudo multicêntrico iniciado em 1994 nos Estados Unidos, que acompanha milhares de mulheres há mais de 25 anos para entender como fatores biológicos, raciais, sociais, culturais e econômicos influenciam a saúde feminina no climatério — revelam que 46% das mulheres negras relatam sintomas vasomotores, como fogachos, em comparação com 37% das mulheres brancas. Esses sintomas podem persistir por até dez anos, uma duração significativamente maior do que a observada entre mulheres asiáticas, brancas e hispânicas.
Para Berta, esses números não são isolados. “A ciência já demonstrou que a menopausa é vivida de maneiras distintas. Entre mulheres negras, vemos sintomas mais intensos e prolongados, e isso tem impacto direto na qualidade de vida, no sono, na cognição e no bem-estar”, explica.
Uma das explicações mais robustas para essa diferença é o fenômeno conhecido como weathering — o desgaste biológico causado pela exposição crônica ao estresse. Segundo o SWAN, mulheres negras apresentam níveis elevados de carga alostática já aos 45 anos, refletindo o efeito acumulado de fatores sociais, emocionais e ambientais. “Mesmo quando controlamos por renda e escolaridade, as mulheres negras continuam apresentando maior desgaste fisiológico. Isso mostra que estamos falando de fatores estruturais que atravessam gerações”, destaca a pesquisadora.
A literatura científica também aponta que mulheres negras e hispânicas tendem a entrar cerca de 1,2 anos mais cedo na menopausa e a vivenciar sintomas por períodos mais extensos. “Quando uma paciente negra chega ao consultório com queixas intensas por muitos anos, isso não é exceção, é um padrão documentado”, diz Berta.
No Brasil, com 30 milhões de mulheres na faixa do climatério e 54% da população composta por pessoas negras, o tema ganha importância populacional. Estudos nacionais e internacionais mostram que até 82% das brasileiras nessa fase referem sintomas que interferem na vida cotidiana.
“Reconhecer as diferenças raciais na menopausa é essencial para melhorar a escuta, o diagnóstico e a orientação clínica”, afirma.
Para Berta, ampliar o olhar é o primeiro passo. “As mulheres negras merecem uma abordagem que considere sua história de vida, seus marcadores biológicos e suas experiências. Equidade em saúde começa por enxergar essas diferenças.”
Ela reforça que o debate precisa estar no centro da agenda científica e clínica: “Menopausa tem sotaque brasileiro, tem sotaque regional, tem sotaque socioeconômico. E sim, tem sotaque racial. Reconhecer isso não é ser politicamente correto, é ser cientificamente correto. Não estamos falando de militância, mas de ciência. As desigualdades estão medidas, descritas e replicadas em estudos. Agora precisamos agir.”
Sobre Fabiane Berta
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.
É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.
O que muda na alimentação para conquistar músculos definidos após os 50 anos?
A recente transformação do ator Carmo Dalla Vecchia, que aos 59 anos exibiu um abdômen definido e um físico mais forte em suas redes sociais, inspirou homens e mulheres a provarem que nunca é tarde para mudar. A pergunta que se faz é: o que muda na alimentação para conquistar músculos definidos após os 50 anos, especialmente as mulheres, que nesta fase da vida ainda passam pela menopausa, um período de muitas mudanças hormonais?
A principal regra para construir músculos depois dos 50 é colocar as proteínas no centro da rotina alimentar. Elas são o combustível da recuperação muscular e o grande antídoto contra a sarcopenia, processo natural de perda de massa magra que começa por volta dos 40 anos e se acelera com o tempo. A nutricionista Tayanne Malafaia, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professora universitária em diversas instituições de ensino, esclarece:
“Para mulheres na menopausa, a recomendação pode chegar a 1,5 a 1,8 g de proteína por quilo de peso corporal por dia. Isso significa que uma mulher de 65 kg precisa de até 117 g de proteína diariamente, distribuídas entre todas as refeições”, explica.
As melhores fontes incluem ovos, peixes, carnes magras, laticínios e iogurtes. E se for difícil atingir a meta apenas com a alimentação, a suplementação com whey protein pode ser uma boa aliada, mas sempre com orientação profissional.
Creatina, carboidratos e gorduras: os aliados da força feminina
Nessa fase da vida, é essencial olhar para a saúde de forma ampla e isso começa pelos exames. “É muito importante fazer uma avaliação bioquímica para identificar possíveis deficiências nutricionais. É comum observarmos falta de magnésio, vitamina B12 e vitamina D, por exemplo. Temos que cuidar de dentro para fora, porque não adianta investir no melhor suplemento se o corpo não está equilibrado internamente. A saúde vem antes da estética e o equilíbrio dos nutrientes é o que garante resultados duradouros”, destaca Malafaia.
Entre os suplementos que mais se destacam após os 50 anos, a creatina merece atenção especial. Estudos comprovam que ela contribui para o aumento da força, da massa muscular e até da saúde cerebral e óssea, aspectos essenciais nessa fase da vida.
“A creatina melhora a funcionalidade muscular e pode ser usada por todas as mulheres, inclusive as que não treinam pesado. Ela ajuda na disposição, na recuperação e até na cognição. A dose ideal depende da rotina e da intensidade dos treinos, e deve sempre ser ajustada por um profissional”, explica a nutricionista.
Quando o assunto são suplementos alimentares, Tayanne reforça que eles devem complementar e não substituir uma boa alimentação. “Os suplementos são ferramentas úteis, mas precisam estar alinhados ao que o corpo realmente precisa. Sem isso, o resultado pode ser o oposto do esperado”, diz.
Os carboidratos não devem ser cortados. Eles são a principal fonte de energia para os treinos e garantem que o corpo não use o músculo como combustível. “Priorize os complexos, como batata-doce, aveia, arroz integral e quinoa, que liberam energia de forma gradual”, orienta Tayanne Malafaia.
As gorduras boas, por sua vez, são essenciais para o equilíbrio hormonal e ajudam na produção dos hormônios que participam da construção muscular. “Aposte em azeite de oliva, abacate, castanhas e peixes ricos em ômega-3”, completa.
Treino e nutrição: a dupla que transforma
Não dá para falar de ganho muscular sem falar de movimento. A musculação e os exercícios de resistência são as melhores ferramentas para estimular o crescimento das fibras musculares e fortalecer os ossos, principalmente nesta fase da vida em que há perda natural de massa magra.
“A alimentação fornece os blocos de construção e o treino é o estímulo para o crescimento. Um depende do outro”, resume Tayanne Malafaia.
Mulheres que combinam dieta rica em proteínas com treino de força conseguem melhorar o tônus, acelerar o metabolismo, reduzir gordura corporal e aumentar a disposição, segundo a nutricionista.
Além disso, é essencial pensar na hidratação. Com o passar dos anos, o corpo perde um pouco da capacidade de sentir sede e a desidratação pode passar despercebida. “A água é essencial para o desempenho muscular e o transporte de nutrientes. Por isso, beba mesmo sem sentir sede”, reforça a nutricionista. A recomendação é de 35 ml por quilo de peso corporal por dia, o que equivale a cerca de 2,5 litros para uma mulher de 70 kg.
Sobre Tayanne Malafaia
Tayanne Malafaia tem graduação em Nutrição (2016) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem mestrado e doutorado e o pelo Programa de Pós-Graduação na Faculdade de Ciências Médicas em Fisiopatologia Clínica e Experimental – FISCLINEX/UERJ.
Atua no Laboratório de Farmacologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes da UERJ, como Pós-Doutoranda. É docente de Instituições de ensino superior ministrando disciplinas relacionadas ao ciclo básico dos cursos da saúde e do curso de nutrição. Atende em consultório na área Clínica e Esportiva desde 2016.
Inauguração do espaço “Passos de transformação” marca novo capítulo de acolhimento para mães e crianças na Barra da Tijuca
No último dia 6 de outubro, a Barra da Tijuca recebeu um novo espaço dedicado ao acolhimento materno e ao desenvolvimento infantil: o Passos de Transformação, idealizado por Mari Ramaciote, fisioterapeuta especializada em desenvolvimento infantil e mentora de mães atípicas.
A proposta do espaço vai muito além de uma clínica tradicional. É um lugar de apoio, escuta e recomeços, com o propósito de transformar trajetórias infantis e fortalecer famílias através de um cuidado empático, interdisciplinar e centrado no vínculo entre mãe e filho. Com uma equipe multidisciplinar voltada ao desenvolvimento infantil e o Projeto Abraça Mãe, voltado para mulheres que já gestaram, tentantes e mães atípicas, o ambiente oferece acolhimento integral para toda a família.
Ao caminhar pelos corredores, é possível perceber que cada detalhe foi pensado com afeto. E essa sensibilidade fica ainda mais clara nas palavras de Mari, que resume a essência do projeto com emoção.

“O Passos de Transformação nasceu do desejo de acolher mães e transformar vidas com amor e propósito. A minha trajetória me ensinou sobre força e empatia e agora quero compartilhar tudo isso com outras mulheres e famílias. Este espaço é mais do que um serviço, é um recomeço para quem precisa de apoio e esperança.”

Mais do que um centro terapêutico, o Passos de Transformação se apresenta como um espaço onde mães podem cuidar de seus filhos e também de si mesmas, com apoio emocional, orientação prática e um ambiente seguro para trocar experiências e viver a maternidade com mais leveza.

Mari une técnica e sensibilidade em sua atuação. Mentora de Mães Atípicas e Fisioterapeuta Especializada em Desenvolvimento Infantil, com formação em Neuropediatria, Neonatologia, Equoterapia e Psicomotricidade, ela tem como missão fortalecer vínculos familiares e transformar trajetórias com empatia e acolhimento real. Um novo passo pode transformar uma vida inteira.
Serviço
Passos de Transformação
Av. das Américas, 7935 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ
Contato: (21) 97143-7991
Instagram da Mari Ramaciote: @mariramaciote.oficial
Instagram do Passos de Transformação: @passosdetransformacao