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Queda hormonal altera o equilíbrio elétrico do coração, aumenta a chance de fibrilação atrial e exige atenção a sintomas, hábitos de vida e acompanhamento médico
A menopausa marca uma mudança importante na saúde cardiovascular das mulheres. A queda dos hormônios sexuais, especialmente do estrogênio, altera o funcionamento de diferentes sistemas do organismo e favorece o surgimento de problemas cardíacos, incluindo as arritmias.
Em condições normais, o órgão bate de forma sincronizada, cerca de 100 mil vezes por dia, seguindo o chamado ritmo sinusal. As arritmias são uma alteração nesse padrão, quando os batimentos podem se tornar mais rápidos, mais lentos ou irregulares.
Entre elas, a mais comum é a fibrilação atrial, na qual os impulsos elétricos do coração ficam desorganizados, fazendo com que o órgão bata de maneira irregular. Esse quadro pode favorecer a formação de coágulos no interior do coração, que eventualmente podem migrar para o cérebro e provocar um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com dados de 2020 divulgados pela American Heart Association, 1 em cada 4 mulheres pode desenvolver fibrilação atrial após o fim da vida reprodutiva.
Parte dessa mudança está ligada à queda hormonal característica dessa fase. Durante o período reprodutiva, o organismo feminino conta com um efeito protetor dos hormônios sexuais sobre o sistema cardiovascular. Com a menopausa, essa proteção diminui.
“A menopausa está associada a uma disfunção no sistema nervoso autonômico, responsável por regular funções automáticas do corpo, como frequência cardíaca e pressão arterial”, afirma a cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
A redução hormonal pode provocar maior ativação do sistema adrenérgico, ligado à adrenalina, e interferir na estabilidade elétrica das células cardíacas, bagunçando o tum-tum-tum.
Implantes dentários: especialista esclarece mitos e verdades sobre o procedimento
A cirurgiã-dentista Flávia Rabello de Mattos explica que o procedimento é seguro, tem alta durabilidade e pode ser indicado para diferentes perfis de pacientes
Os implantes dentários estão entre os procedimentos mais modernos e eficazes da odontologia para a reposição de dentes perdidos. Apesar de cada vez mais comuns, ainda existem dúvidas e crenças populares que geram insegurança em muitos pacientes, desde quem pode realizar o tratamento até a durabilidade dos implantes.
Segundo a cirurgiã-dentista e doutora em implantodontia Flávia Rabello de Mattos, grande parte dessas dúvidas está relacionada à falta de informação sobre o procedimento e seus avanços tecnológicos. “Hoje, os implantes dentários são amplamente estudados e apresentam altos índices de sucesso.
Quando bem planejados e executados, eles devolvem não apenas a função mastigatória, mas também a estética e a confiança do paciente”, explica.
Quem pode fazer implantes dentários
De forma geral, o tratamento pode ser indicado para adultos que perderam um ou mais dentes e apresentam condições adequadas de saúde bucal e óssea. Antes da cirurgia, o dentista realiza exames clínicos e de imagem para avaliar fatores como quantidade de osso disponível, saúde da gengiva e histórico médico do paciente.
“Pacientes com doenças sistêmicas controladas, como diabetes ou hipertensão, também podem realizar implantes, desde que o procedimento seja acompanhado com planejamento e avaliação profissional”, ressalta a dentista.
Riscos reais x crenças populares
Entre os mitos mais comuns, está a ideia de que o implante é um procedimento extremamente doloroso ou arriscado. Na prática, a cirurgia é realizada com anestesia local e costuma ser bem tolerada pelos pacientes.
“O desconforto costuma ser semelhante ao de outros procedimentos odontológicos cirúrgicos e é controlado com medicação e acompanhamento profissional. O mais importante é seguir corretamente as orientações do dentista no período de recuperação”, afirma.
Outro equívoco frequente é acreditar que o implante pode ser rejeitado pelo organismo. Na realidade, os implantes são fabricados com titânio, material biocompatível que se integra ao osso por meio de um processo chamado osseointegração, amplamente estudado na odontologia.
Longevidade dos implantes
Quando bem cuidados, os implantes dentários podem durar muitos anos e, em muitos casos, décadas. A longevidade depende de fatores como higiene bucal adequada, visitas regulares ao dentista e hábitos de saúde do paciente.
“Os implantes são projetados para serem soluções duradouras. Com acompanhamento profissional e cuidados básicos de higiene, muitos pacientes mantêm seus implantes funcionando perfeitamente por muitos anos”, destaca a especialista.
Com os avanços da implantodontia e das técnicas de diagnóstico por imagem, o procedimento se tornou cada vez mais previsível e seguro, ajudando pacientes a recuperar a mastigação, a estética do sorriso e a qualidade de vida.
Siga: @flaviarabellodemattos.
Massoterapia: alívio e prevenção com responsabilidade
A massoterapia é uma das práticas terapêuticas mais procuradas por quem busca alívio da dor, bem-estar físico e emocional, além de ser uma excelente aliada na prevenção de diversas disfunções musculares e articulares
Porém, como qualquer recurso terapêutico, ela exige cuidado, conhecimento técnico e responsabilidade, principalmente quando há condições de saúde pré-existentes envolvidas. Com anos de experiência na área e especialização em massagem para dor, percebo diariamente o quanto a massoterapia pode ser transformadora quando aplicada de forma consciente e individualizada.
O toque terapêutico certo pode proporcionar relaxamento profundo, melhora na circulação, liberação de tensões musculares e até apoio complementar em tratamentos médicos.
Mas atenção: massagem não é indicada para todos os casos.
Embora seus benefícios sejam amplos, há situações em que a massagem pode ser contraindicada ou até mesmo representar riscos. Entre elas, destacam-se:
• Trombose venosa profunda: A manipulação pode deslocar um coágulo e causar complicações graves.
• Febre ou infecções ativas: O aumento da circulação pode espalhar o agente infeccioso pelo corpo.
• Doenças cardíacas graves ou descompensadas: Algumas manobras podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.
• Câncer em tratamento: É necessário liberação médica, pois dependendo do caso, a massagem pode ser contraindicada ou precisa de ajustes específicos.
• Fraturas ou lesões recentes: O local deve ser evitado até liberação médica.
• Gestantes de alto risco: É essencial que haja acompanhamento profissional e, se possível, liberação do obstetra.
A importância da avaliação prévia
Um dos pilares do meu trabalho é realizar uma avaliação cuidadosa antes de qualquer atendimento. Isso inclui uma conversa detalhada sobre o histórico de saúde do cliente, uso de medicamentos, hábitos de vida e, quando necessário, a solicitação de acompanhamento médico. A massagem deve ser uma aliada da saúde, nunca um risco.
Massoterapia com responsabilidade gera resultados duradouros
Ao respeitar os limites do corpo e as condições clínicas de cada pessoa, a massagem se torna uma ferramenta poderosa não apenas no alívio da dor, mas também na prevenção de desequilíbrios físicos e emocionais. Cuidar com consciência é, acima de tudo, uma forma de respeito e amor ao próximo.
Se você está em dúvida se pode ou não receber massagem, eu sou Maya Almeida e estou aqui para te ajudar. Seu corpo merece ser cuidado com atenção, segurança e carinho.
Reserve seu momento de cuidado e venha fazer uma avaliação personalizada. Agende seu atendimento no WhatsApp: (21) 97007-8713
Instagram: @espacomayaalmeida
Cristiane Andrade: mais de 20 anos de experiência em planos de saúde e odontológicos
Reinventar-se foi o primeiro passo de Cristiane Andrade rumo ao empreendedorismo
Bacharel em direito desde 1988, atuou por mais de dez anos na advocacia até perceber que precisava de um novo fôlego. Há cerca de 25 anos, conheceu o segmento de planos de saúde e encontrou a oportunidade de transformar sua trajetória.
Começou do zero, enfrentando o desafio de construir credibilidade em um mercado onde confiança é essencial.
“Quando a vida pede mudança,a coragem responde. Recomecei do zero, construí confiança passo a passo e transformei conhecimento em cuidado — porque proteger a saúde é também proteger histórias, famílias e futuros.”
Especialista em consultoria e venda de planos de saúde e odontológicos, atua nos segmentos individual, familiar, empresarial e por adesão, sempre com atendimento personalizado, ética e foco na proteção da saúde física e financeira de seus clientes. Quer escolher seu plano com segurança e orientação especializada? Fale com Cristiane Andrade.
Para conhecer mais sobre o trabalho de Cristiane Andrade, siga o perfil no Instagram: @crisandradecontemsaude ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99116-9021 | (21) 97364-8772.
Dra. Monique Gonçalves: ciência, beleza e autocuidado em foco
Farmacêutica esteta, especialista em rejuvenescimento e emagrecimento, a doutora é apaixonada por promover bem-estar, autoestima e
cuidado com a pele
Sua trajetória começou na adolescência, quando enfrentou problemas com acne e descobriu a importância do autocuidado. Foi nesse período que surgiram seus primeiros produtos de skincare, despertando uma paixão pelo cuidado consigo mesma e pelo impacto positivo que isso poderia gerar no outro.
Hoje, Dra. Monique une tecnologia, ciência e inovação para oferecer soluções práticas e eficazes. Entre seus produtos, destacam-se as suplementações orais, como o Boom de Colágeno, elogiado pelo sabor e praticidade, e as cápsulas de fotoproteção oral, que potencializam a ação do protetor solar tópico, reduzindo manchas e promovendo uniformidade ao tom da pele.
Cada fórmula é personalizada, pensando no que realmente faz diferença no resultado de cada paciente
Na estética avançada, sua atuação vai do rosto ao corpo, incluindo bioestimuladores de colágeno, preenchimento facial e labial, toxina botulínica, fios de PDO, peelings, microagulhamento, skinbooster, tratamento de acne e melasma, aplicação de enzimas para gordura localizada, preenchimento de glúteos e tratamentos para flacidez, celulite e estrias.
“Para mim, cuidar da pele é um ato de amor próprio”, acreta.
Monique acredita que pequenas rotinas de skincare fazem grande diferença na saúde, beleza e confiança de cada pessoa. Sua missão é transformar vidas através do cuidado, oferecendo resultados reais, personalizados e com todo o carinho que cada paciente merece.
Para acompanhar o trabalho de Dra. Monique Gonçalves, siga o perfil no Instagram: @dramoniquegoncalves, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 97261-5977.
Endereço: Av. das Américas, 17.150, bl. 1, sala 315 A5 Offices – Recreio dos Bandeirantes.
Retirada de prótese de silicone cresce entre mulheres que colocaram implante aos 20 anos
Duas décadas depois do boom do silicone no Brasil, parte das pacientes busca naturalidade, leveza e uma nova relação com o próprio corpo
Nos anos 2000, colocar prótese de silicone era quase um rito de passagem para muitas jovens brasileiras. O Brasil se consolidava como um dos países que mais realizavam cirurgias plásticas no mundo, e o aumento de mama liderava os rankings.
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que o Brasil segue entre os três países com maior número de cirurgias mamárias realizadas anualmente. Ao mesmo tempo, cresce globalmente o número de procedimentos de retirada de implantes mamários — movimento que reflete não apenas questões médicas, mas também mudanças culturais e comportamentais.
Vinte anos depois daquele primeiro implante, muitas dessas mulheres estão com 40, 45 anos — e fazendo uma nova escolha. A cirurgiã plástica Dra. Pamela Massuia observa essa transformação no perfil das pacientes.
“Não é arrependimento. É maturidade. A mulher que colocou prótese aos 20 está em outro momento de vida aos 40. O corpo mudou, a rotina mudou, a percepção sobre si mesma também.”
Uma mudança que vai além da estética
Segundo a ISAPS, os procedimentos mamários continuam entre os mais realizados no mundo, mas há um crescimento consistente nas cirurgias de remoção ou troca de implantes. Especialistas associam o fenômeno a três fatores principais:
– Busca por naturalidade
– Mudança no padrão estético
– Informação ampliada sobre acompanhamento de próteses
Se no início dos anos 2000 o volume acentuado era símbolo de feminilidade e status estético, hoje a palavra-chave é proporção.
“A tendência atual é equilíbrio. Muitas pacientes relatam que não se identificam mais com o volume que escolheram aos 20 anos. Elas querem leveza, conforto, naturalidade”, explica Pamela.
O que leva uma mulher a retirar a prótese?
As motivações são variadas — e nem sempre clínicas. Entre os relatos mais comuns no consultório estão:
– Desconforto físico com mamas volumosas
– Mudanças após gravidez e amamentação
– Alteração no estilo pessoal
– Prática esportiva
– Sensação de peso
– Busca por estética mais discreta
Em alguns casos, há também questões médicas, como contratura capsular (endurecimento da cápsula ao redor da prótese) ou ruptura do implante. É importante esclarecer que próteses modernas não têm um “prazo de validade obrigatório”, mas exigem acompanhamento periódico com exames de imagem, especialmente após 10 anos de colocação.
“A retirada não é uma regra automática. Cada caso precisa ser avaliado com exame físico e exames de imagem. O que orientamos é acompanhamento regular e decisão consciente”, reforça a médica.
Mini-case: quando o corpo já não representa quem você é
Fernanda (nome fictício), 43 anos, colocou prótese aos 22. Na época, trabalhava com eventos e buscava um padrão estético mais volumoso. Duas décadas depois, após duas gestações e mudança de carreira, decidiu retirar. “Eu sentia que aquele corpo não conversava mais comigo. Não era sobre dor, era sobre identidade”, relata.
Segundo Pamela, esse tipo de relato é cada vez mais comum. “A cirurgia plástica acompanha fases da vida. A paciente amadurece, passa pela maternidade, pelo mercado de trabalho, por mudanças pessoais. É natural que a percepção corporal também evolua.”
A cirurgia de retirada é simples?
A remoção da prótese pode variar de complexidade dependendo do caso. Em algumas situações, realiza-se apenas a retirada do implante. Em outras, é indicada a remoção da cápsula (capsulectomia) ou associação com mastopexia (levantamento das mamas) para reposicionar o tecido mamário.
Em determinados casos, pode-se utilizar gordura da própria paciente para manter contorno e proporção.“Não é apenas retirar o implante. É entender como aquela mama ficará depois. O planejamento cirúrgico é fundamental para preservar harmonia e autoestima”, explica Pamela. Como qualquer cirurgia, há riscos inerentes ao procedimento, como sangramento, infecção e alterações cicatriciais. Por isso, a avaliação individual é indispensável.
Informação, não tendência
Apesar de ganhar visibilidade nas redes sociais, especialistas alertam que a retirada de prótese não deve ser encarada como moda. O acompanhamento adequado e o diálogo com o cirurgião são decisivos.
“Nem toda paciente precisa retirar o implante. Nem toda paciente que retira precisa colocar outro. O mais importante é que a decisão seja baseada em informação, exame e expectativa realista”, conclui a cirurgiã.
Mais do que seguir tendências, o movimento reflete uma geração que amadureceu — e que hoje entende que estética também é escolha consciente.
Jornada de Cura propõe reconexão entre saúde física, emocional e energética
Cada vez mais pessoas têm buscado abordagens integrativas para compreender a origem de sintomas físicos e emocionais.
Nesse contexto, iniciativas que unem diferentes práticas terapêuticas vêm ganhando espaço ao propor um olhar mais amplo sobre o processo de saúde e bem-estar. A médica homeopata Dra. Juliana Scalzo desenvolveu a Jornada de Cura, um acompanhamento terapêutico de 21 dias que combina diferentes abordagens voltadas ao equilíbrio integral do indivíduo.
Segundo ela, a proposta parte da compreensão de que muitos processos de adoecimento estão relacionados não apenas ao corpo físico, mas também a aspectos emocionais, energéticos e até padrões familiares.
“O processo de cura raramente acontece de forma instantânea. Na maioria das vezes ele envolve consciência, reorganização interna e um olhar mais profundo para a própria história”, explica.
A jornada começa com uma consulta homeopática aprofundada, em que são investigados não apenas sintomas físicos, mas também questões emocionais e padrões comportamentais. Em seguida, o processo inclui uma harmonização energética, realizada por meio de mesa quântica, com o objetivo de identificar e liberar possíveis bloqueios energéticos.
Na segunda etapa do acompanhamento, o trabalho se aprofunda com uma constelação familiar individual, abordagem terapêutica que busca compreender influências sistêmicas e padrões repetitivos que podem impactar a vida emocional e relacional.
Na fase final do processo, ocorre uma revisão do tratamento homeopático e uma nova reorganização energética, buscando integrar as transformações vivenciadas ao longo das três semanas.
De acordo com a médica, a Jornada de Cura não se trata de um curso ou programa de autoajuda, mas de um acompanhamento terapêutico estruturado, pensado para promover maior consciência, equilíbrio e qualidade de vida.
Para manter o acompanhamento individualizado, cada ciclo da jornada é realizado com um número reduzido de participantes.
Para conhecer mais sobre a Dra. Juliana e a Jornada de Cura, acesse o Instagram https://www.instagram.com/dra.julianascalzo ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99906-8389
Mulheres dedicam mais de mil horas por ano ao trabalho doméstico não remunerado
Pesquisa da PUCPR revela impacto socioeconômico do trabalho de cuidado familiar realizado por mulheres brasileiras
Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) analisou o impacto do trabalho de cuidado não remunerado exercido por mulheres no ambiente doméstico. A pesquisa, intitulada “Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado“, revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, com média de idade de 48 anos, principalmente filhas, cônjuges e netas.
Segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, docente do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas (PPGDH) e do Programa de Pós-Graduação em Bioética (PPGB) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e uma das autoras do estudo, o fenômeno é sustentado por uma construção cultural.
“O trabalho do cuidado já está tão naturalizado que as demandas do cuidado com os idosos, crianças, doentes, em alimentar, higienizar, medicar, somadas com as tarefas da casa, é vista como um trabalho de mulher, realizado por anos sem qualquer remuneração ou compensação. O trabalho doméstico foi transformado em um atributo natural da personalidade feminina, uma suposta aspiração da natureza, em vez de ser reconhecido como o trabalho fundamental que é”, explica a pesquisadora.
O estudo coletou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2022), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostra que as mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas e cuidados. Em um recorte anual, essa disparidade resulta em mais de mil horas dedicadas a um trabalho fundamental para a sociedade, porém desprovido de remuneração ou reconhecimento social.
A pesquisa também utilizou uma abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas semiestruturadas de caráter autobiográfico. Foram entrevistadas 18 mulheres de áreas urbanas e rurais do Paraná e de Santa Catarina, responsáveis pelo cuidado de familiares idosos, doentes ou com deficiência.
Os documentos analisados incluíram notas técnicas da ONU Mulheres e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), dados do Sistema de Contas Nacionais, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Constituição Federal Brasileira. O estudo identificou que a sobrecarga recai severamente sobre a Geração Sanduíche, mulheres que administram simultaneamente o trabalho formal, a gestão da casa e o cuidado com filhos e os idosos.
Impactos na saúde
Os resultados apontam que a internalização dessa ética do cuidado frequentemente ocorre em detrimento da saúde física e mental e do desenvolvimento profissional da cuidadora. “As mulheres participantes da pesquisa relataram exaustão, solidão, cansaço e depressão”, destaca Valquiria.
O estudo conclui pela urgência de políticas públicas que reconheçam a importância econômica do cuidado, citando exemplos de países como Finlândia, Dinamarca e Espanha, onde o Estado possui sistemas de remuneração ou auxílio estatal para cuidadores familiares. “Precisamos de políticas públicas que reconheçam a importância econômica deste trabalho e garantam direitos e uma distribuição equitativa das responsabilidades”, finaliza a pesquisadora.
O estudo completo, intitulado “Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado”, de autoria de Valquiria Elita Renk, Ana Silvia Juliatto Bordini e Sabrina P. Buziquia, pode ser acessado na íntegra através do link: clique aqui!
Facilitadora comportamental Helô Minetto: do marketing a expansão de consciência
Atender pessoas em busca de clareza, equilíbrio e novas formas de viver é a missão de Helo Minetto, facilitadora comportamental que realiza atendimentos presenciais no Rio de Janeiro e on-line
Seu trabalho combina terapias energéticas e técnicas de expansão da consciência, ajudando os pacientes a se reconectarem consigo mesmos e abrirem espaço para novas possibilidades. A trajetória de Helo começou em outra área. Formada em publicidade e com MBA em comportamento do consumidor, trabalhou mais de 15 anos liderando projetos para grandes marcas.
Apaixonada por inovação, aprofundou-se em coolhunting, futurologia e comportamento humano. Foi nesse percurso que percebeu que a verdadeira inovação não começa nas empresas, mas dentro das pessoas.
A virada veio em 2022, quando se mudou para o Rio com o marido e a filha pequena. Longe da rotina acelerada e da rede de apoio, aplicou em si mesma os aprendizados sobre consciência e transformação que estudava.
Experimentou terapias energéticas e, ao perceber os resultados, iniciou atendimentos voluntários até oficializar a mudança de carreira. Hoje, Helo combina Reiki, barras de access, constelação familiar, mindfulness e radiestesia a recursos da psicanálise e da Programação Neurolinguística (PNL).
Entre seus diferenciais, está a aplicação prática de seus conhecimentos para auxiliar as pessoas a descobrirem em si suas habilidades autênticas e despertarem os sentidos para inovação, como acontece em empresas reconhecidas por serem inovadoras.
É o caso do Google, que aplica o Search Inside Yourself (SIY) — programa que une mindfulness, neurociência e inteligência emocional para desenvolver foco, empatia e clareza mental em seus colaboradores e gestores. Para Helo, o autoconhecimento é a base da transformação.
“Para transformar o mundo externo, primeiro precisamos nos conectar com nós mesmos”, comenta.
Seu objetivo é aproximar as terapias energéticas do olhar científico, reforçando que inovar também é um ato interno. Para saber mais sobre o trabalho de Helo, siga o perfil no Instagram: @helominetto_facilitadora, ou entre em contato pelo número: (21) 99287-5584.
Pressão alta cresce entre mulheres e acende alerta para os cuidados durante a gravidez
Segundo Vigitel 2025, o número de hipertensão entre as mulheres cresceu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024; Departamento de Hipertensão Arterial orienta sobre riscos relacionados ao sono e à saúde cardiovascular na gravidez
No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o alerta para a saúde cardiovascular ganha ainda mais relevância. Dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, apresentado pelo Ministério da Saúde, mostram que as mulheres têm dormido pior do que os homens. A frequência de sono curto (menos de seis horas por noite) atinge 21,3% da população feminina com 18 anos ou mais, contra 18,9% da masculina da mesma faixa etária.
Quando o tema é insônia, a diferença é ainda maior: 36,2% delas relatam o problema, frente a 26,2% deles. De acordo com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, dormir bem não é apenas uma questão de disposição. As fases mais profundas do sono são essenciais para a recuperação do cérebro, o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do sistema cardiovascular.
“O sono de má qualidade está diretamente associado ao aumento da pressão arterial. Quando a mulher dorme pouco ou mal, o organismo permanece em estado de alerta, o que pode favorecer a elevação da pressão ao longo do tempo”, explica a Dra. Erika Campana, presidente do departamento. Segundo a médica cardiologista, o cuidado com o sono deve fazer parte da rotina de prevenção, especialmente para quem já tem histórico de doenças cardíacas.
O levantamento também aponta um avanço importante nos diagnósticos de hipertensão no país. A frequência de adultos com 18 anos ou mais que referiram diagnóstico médico da condição aumentou no período entre 2006 e 2024, variando de 22,6%, em 2006, a 29,7% em 2024. Entre as mulheres, o número subiu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024.
Pressão arterial e gestação: um cuidado que começa no pré-natal e vai além do parto
Para as mulheres, a atenção é ainda mais importante durante a gestação, período em que o coração trabalha mais para atender às necessidades do bebê. “A gravidez provoca adaptações naturais no sistema cardiovascular, mas em alguns casos, gestantes desenvolvem condições como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional ou a cardiomiopatia periparto, que é uma forma rara, mas grave, de insuficiência cardíaca que pode surgir no final da gestação ou até mesmo logo após o parto. Por isso, no período pós-parto, os cuidados devem continuar”, alerta a Dra. Erika Campana.
A especialista explica que o coração ainda leva semanas para retornar à sua condição normal após o parto. Além disso, o estresse, o cansaço e as mudanças hormonais do puerpério podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em mulheres com predisposição a problemas cardíacos. A boa notícia é que informação e acompanhamento médico fazem toda a diferença.
“Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física com orientação profissional, evitar o tabagismo, controlar o estresse e realizar consultas regulares são atitudes que ajudam a proteger o coração em todas as fases da vida da mulher”, recomenda a médica cardiologista.
Sobre o Departamento de Hipertensão Arterial da SBC
Criado no início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma das principais referências científicas e institucionais do país, com papel central na organização do conhecimento e na qualificação da prática clínica no Brasil. Atualmente sob a presidência da Dra. Erika Campana, no biênio 2026/2027, o departamento estabelece como missão a prevenção, inovação e educação continuada.