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Ramona Ferreiro é psicóloga, mentora terapêutica e empreendedora dedicada a ajudar mulheres a romperem ciclos de sofrimento emocional, financeiro e de saúde causados por padrões familiares e pessoais repetidos desde a infância.
Atuando há anos no atendimento clínico presencial e on-line, ela utiliza recursos como Hipnose Clínica, Teoria do Apego e Terapia Sistêmica para promover uma nova consciência e autoestima nas suas clientes.
Sua trajetória é marcada por um constante aprendizado e reinvenção, desde os primeiros passos no empreendedorismo até os desafios da psicologia contemporânea. Ramona compartilha sua história com o Portal Utilità, revelando os altos e baixos que enfrentou e o que a motiva a seguir transformando vidas.
Da veia empreendedora aos estudos em Psicologia
Antes de se formar em Psicologia, Ramona já mostrava sua inquietude criativa e empreendedora. Ela produzia velas, peças em madeira e bijuterias, negócios pequenos que lhe deram experiência prática no mundo dos negócios. A partir da graduação, o foco profissional inicialmente se dirigiu para o atendimento em hospitais e para o desenvolvimento de treinamentos destinados a empresas e escolas.
Porém, foi na clínica particular que Ramona encontrou sua verdadeira vocação. A paixão pelo trabalho direto com as pessoas levou-a a abrir seu consultório, combinando atendimentos presenciais e, após a pandemia, também virtuais. Ela conta que esse período de mudanças foi decisivo para ampliar sua atuação e alcançar um público ainda maior.
Enfrentando desafios e aprendendo a se reinventar
Os percalços da carreira não faltaram. “Os altos e baixos do mercado, as crises financeiras e a necessidade de estar sempre me reinventando foram grandes desafios”, relata Ramona. Para ela, o conhecimento técnico da Psicologia não bastava mais. Foi preciso aprender sobre marketing digital, redes sociais e vendas para se manter relevante e próxima das pessoas que buscavam ajuda.
Essa nova fase exigiu coragem e dedicação para dominar ferramentas tecnológicas e estratégicas, além de ampliar sua visão sobre o papel do psicólogo no mundo contemporâneo. Ramona transformou essas dificuldades em combustível para seguir adiante.
A inspiração que vem do compromisso com mulheres e suas histórias
O que faz Ramona levantar todos os dias é o desejo genuíno de ajudar mulheres a enxergarem seu merecimento e capacidade para romper padrões dolorosos e limitadores. Ela destaca que seu trabalho é uma maneira de “levar expansão de consciência, ressignificação de histórias, perdão e gratidão”.
Para suas clientes, o processo é uma oportunidade valiosa de aprender o auto perdão, a valorização pessoal e a responsabilidade por suas próprias vidas.
“Elas aprendem a adultecer, deixando a infância na infância e se autoresponsabilizarem em se dar o que faltou”, explica a psicóloga.
Conquistas que celebram a dedicação e o impacto
Cada etapa vencida na formação acadêmica foi uma vitória para Ramona, que enfrentou dificuldades para concluir seus cursos. Ainda assim, ela valoriza sobretudo o impacto que seu trabalho gera na vida das pessoas.
“Cada cliente que alcança seu objetivo na terapia e transforma sua realidade emocional ou material é também uma vitória minha”, compartilha.
Sua atuação inclui também o atendimento a pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), oferecendo avaliação, intervenção e educação específicas. Essa especialização amplia o alcance de sua clínica e reforça seu compromisso com o cuidado integral.
Ramona Ferreiro e o valor das conexões locais
Ramona também destaca a importância de participar de iniciativas como o Portal Utilità, que promove conexões entre profissionais locais e oferece oportunidades para aprendizado e colaboração.
Sobre essa experiência, ela afirma: “A Utilità sem dúvida é um trabalho pioneiro e importantíssimo, que traz conexão, parcerias, novas oportunidades e aprendizado pois aprendemos com as histórias de outros profissionais”.
Sua recomendação para quem está começando ou enfrentando dificuldades é clara: “Frequentar os eventos da Utilità, fazer boas conexões, aprender sempre, persistir e não desistir no primeiro obstáculo. Pois os obstáculos são para serem contornados e não para fazer você desistir”.
Um convite para conhecer o trabalho de Ramona Ferreiro
Para quem busca apoio para romper padrões repetitivos e encontrar uma nova forma de viver, o trabalho de Ramona Ferreiro oferece caminhos de autoconhecimento e fortalecimento. Seu atendimento é um convite para revisitar histórias pessoais com acolhimento e clareza.
Quem quiser saber mais pode acompanhar Ramona pelas redes sociais @psiramonaferreiro e @constelandocoma_alma ou entrar em contato pelo WhatsApp (21) 98144-9609.
Ramona Ferreiro convida todas as mulheres a se permitirem enxergar seu valor e a trilhar um caminho próprio, com consciência e coragem.
Sobre Ramona Ferreiro
Psicóloga, mentora terapêutica e empreendedora que transforma desafios em aprendizado e inspira mulheres a viverem com mais liberdade emocional e autoconfiança.
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De Khloé Kardashian a Jennifer Aniston: peptídeos viram febre e movimentam mercado bilionário
Adepta há mais de um ano, brasileira Gabriela Kulaif conta sua experiência com a tendência que conquistou celebridades e ganhou espaço no universo da longevidade e do bem-estar
Khloé Kardashian, Jennifer Aniston e Gwyneth Paltrow estão entre as celebridades que já falaram publicamente sobre peptídeos, assunto que ganhou espaço nas conversas sobre beleza, bem-estar e longevidade nos Estados Unidos. A movimentação já chegou ao mercado: estimativas citadas pela Reuters apontam um potencial de US$ 2,2 bilhões a US$ 3,3 bilhões no país. Mas, afinal, o que são peptídeos?
Em termos simples, são pequenas cadeias de aminoácidos, componentes que também formam as proteínas, cada um para uma determinada função, como a insulina, um hormônio peptídico utilizado terapeuticamente há mais de um século, e medicamentos que atuam no receptor de GLP-1.
Alguns já são conhecidos e utilizados pela medicina há décadas, como. Outros pegaram carona na onda do wellness e do biohacking e se popularizaram antes que existissem estudos clínicos suficientes para responder a todas as questões sobre segurança, eficácia e efeitos de longo prazo.
Morando nos Estados Unidos, a brasileira Gabriela Kulaif, atriz e produtora que lançou recentemente “BitterSweet” na Apple TV acompanhou essa febre de perto e decidiu pesquisar o assunto há cerca de um ano.
“Nunca gostei de tomar remédios e sempre me tratei com medicinas alternativas como homeopatia e acupuntura. Há 1 ano, com o boom dos peptídeos aqui nos Estados Unidos, decidi começar a pesquisar mais profundamente sobre o que são, como funcionam, possíveis efeitos colaterais e como usá-los de forma responsável. Foi aí que descobri um universo que mudou completamente a minha forma de enxergar saúde e longevidade.”
Gabriela passou a fazer uso de peptídeos e diz ter percebido mudanças na disposição e em questões relacionadas ao bem-estar. Os relatos são experiências pessoais e não significam que os mesmos resultados possam ser esperados por outras pessoas. Ela afirma que mantém acompanhamento de médicos especialistas e realiza exames periódicos.
“Fiquei tão impressionada com a eficiência que comecei a procurar cursos para aprender mais sobre o assunto, estou fazendo um curso de biohacking com foco em peptídeos, longevidade e otimização da saúde on line aqui nos Estados Unidos e já me planejando para outros cursos ainda mais especializados.”
Não é só “coisa de famoso”
As celebridades ajudaram a colocar os peptídeos no radar, mas Gabriela diz que o cenário que encontra hoje nos Estados Unidos já é outro.
“O uso de peptídeos aqui cresceu muito. Já deixou de ser algo restrito a atletas, e celebridades. Cada vez mais vejo médicos e clínicas de wellness incorporando tratamentos com peptídeos. E o público também se ampliou muito: são pessoas buscando desde performance e ganho de massa muscular até recuperação de lesões, melhora metabólica, estética, energia e longevidade.”
A corrida da ciência
A popularidade, porém, corre mais rápido do que as respostas da ciência para algumas dessas substâncias. Em julho, um comitê consultivo da FDA, agência reguladora americana, analisou sete peptídeos que vêm ganhando espaço no mercado e recomendou permitir a manipulação de seis deles. Isso não significa que tenham sido aprovados pela FDA. Para algumas dessas moléculas, ainda faltam estudos clínicos robustos em humanos.
“O consumo já está acontecendo e não é de hoje. Na prática, existe um mercado que avançou muito mais rapidamente do que a regulamentação”, diz Gabriela. Ela chama atenção para o fato de que colocar todos os peptídeos no mesmo pacote também é um erro. A categoria é enorme e inclui moléculas com níveis de evidência muito diferentes.
“Existe uma certa generalização quando se diz que ‘faltam estudos sobre peptídeos’, porque estamos falando de uma categoria enorme de moléculas. Alguns peptídeos realmente ainda precisam de estudos clínicos robustos em humanos, mas outros fazem parte da medicina há décadas.”
No Brasil, algumas das substâncias que se tornaram populares nessa onda não possuem registro como medicamentos na Anvisa. A agência já fez alertas sobre produtos divulgados nas redes sociais e reforça que itens sem registro não passaram pela avaliação necessária para comprovar qualidade, segurança e eficácia. Outros, no entanto, já são amplamente comercializados, como a Tirzepatida e a Semaglutida, famosos emagrecedores.
Sem tempo a perder
Para Gabriela, mais do que importar a febre americana, o Brasil deveria acompanhar a discussão científica que veio junto com ela.
“Acho que o Brasil tem uma grande oportunidade de avançar nessa discussão. Precisamos investir mais em pesquisa sobre peptídeos, entender melhor seu potencial terapêutico e criar caminhos seguros para pesquisa, produção e regulamentação.”
Com o mercado crescendo e o assunto chegando cada vez mais às redes sociais, ela acredita que a pesquisa precisa correr para diminuir a distância entre a curiosidade do público e aquilo que a ciência consegue, de fato, afirmar.
“Quanto mais tempo a ciência levar para estudar essas substâncias, maior será a distância entre o que as pessoas estão fazendo na prática e as informações confiáveis disponíveis para orientá-las.”
Gabriela Kulaif nas redes
https://www.instagram.com/gabrielakulaif/
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A saúde sexual também está nos ossos
Na menopausa, falar de libido, desconforto e qualidade de vida sem olhar para a saúde óssea é deixar parte importante da história de fora
Existe uma pergunta que ainda fazemos pouco às mulheres: como você está vivendo essa fase da sua vida? Em geral, quando falamos sobre saúde sexual, pensamos em desejo, libido, desempenho ou relacionamento. Quando falamos sobre menopausa, pensamos em ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e mudanças hormonais. E, quando falamos sobre osteoporose, pensamos em ossos e fraturas.
Como se fossem assuntos separados. Não são.
O organismo não funciona em compartimentos. A mesma mudança hormonal que pode repercutir sobre a sexualidade também pode afetar músculos, composição corporal, cérebro e tecido ósseo. É por isso que discutir saúde sexual é, necessariamente, discutir saúde integral.
Essa conexão fica especialmente evidente na menopausa. A queda do estrogênio pode estar associada a sintomas que interferem na sexualidade, como secura vaginal e desconforto, além de alterações que podem comprometer autoestima, intimidade e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, a redução desse hormônio altera o processo de remodelação óssea e pode acelerar a perda de massa óssea, especialmente nos primeiros anos após a menopausa.
São manifestações diferentes de uma mesma transformação biológica.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores oportunidades de prevenção.
O osso não dói quando começa a desaparecer
A osteoporose tem uma característica que torna esse cuidado ainda mais importante: ela frequentemente é silenciosa.
Uma mulher pode perder massa óssea durante anos sem sentir dor ou perceber qualquer sinal específico. Muitas vezes, a primeira manifestação da doença é uma fratura por fragilidade. Isso muda completamente a lógica do cuidado.
Não deveríamos esperar uma fratura para começar a conversar sobre saúde óssea, assim como não deveríamos esperar que uma mulher deixe de ter uma vida sexual satisfatória para perguntar se há algo interferindo em seu desejo, conforto ou intimidade.
A menopausa pode ser uma oportunidade para fazer essa avaliação de maneira mais ampla. Não porque toda mulher na menopausa terá osteoporose, não terá. Mas porque a transição menopausal representa uma mudança hormonal importante e merece uma avaliação individualizada dos fatores de risco.
Uma consulta pode começar com uma queixa aparentemente específica, “minha libido mudou”, “estou sentindo desconforto”, “não tenho mais o mesmo desejo”, e abrir espaço para uma conversa muito maior sobre sono, humor, atividade física, alimentação, saúde cardiovascular, músculos e ossos. Esse é o cuidado que precisamos oferecer.
Sexualidade não é apenas sexo
Ainda existe uma tendência de tratar a sexualidade como algo secundário, quase opcional, principalmente à medida que a mulher envelhece. Mas sexualidade também envolve autoestima, intimidade, desejo, conforto, relacionamento e percepção de bem-estar.
Quando uma mulher sente dor durante uma relação sexual, por exemplo, não estamos falando apenas de um sintoma localizado. Aquela experiência pode afetar sua autoestima, sua relação afetiva e sua disposição para a intimidade.
Da mesma maneira, alterações do sono, do humor, da disposição e da percepção corporal podem interferir na sexualidade mesmo quando não existe um problema exclusivamente sexual. Por isso, uma queixa sexual merece ser ouvida. Não deve ser automaticamente atribuída ao envelhecimento, muito menos naturalizada com a ideia de que “é assim mesmo depois de certa idade”. Envelhecer é inevitável. Sofrer sem necessidade não deveria ser.
E os homens?
Essa conversa também precisa incluir os homens, embora sem transformar processos diferentes em equivalentes. Os hormônios sexuais também participam da manutenção da saúde óssea masculina, e alterações hormonais podem ocorrer ao longo do envelhecimento. Entretanto, o envelhecimento masculino não deve ser tratado como uma versão da menopausa feminina.
Nos homens, uma queixa de disfunção sexual pode, em determinadas circunstâncias, justificar investigação da testosterona, especialmente quando aparece associada a outros sinais ou fatores de risco, como perda óssea ou fratura por baixo impacto.
Mas há uma diferença importante entre um sinal que merece investigação e um diagnóstico. Disfunção sexual, isoladamente, não confirma deficiência de testosterona nem significa que todos os homens devam fazer rastreamento hormonal.
Mais uma vez, a medicina precisa olhar para o indivíduo, e não apenas para uma idade ou um sintoma.
O cuidado com os ossos começa muito antes da menopausa
Talvez um dos maiores erros seja pensar na saúde óssea apenas quando os hormônios começam a cair. A massa óssea é construída ao longo da vida. Chegar à menopausa com uma boa reserva óssea e manter hábitos que favoreçam sua preservação são parte importante da prevenção.
Alimentação adequada, com ingestão suficiente de cálcio e proteínas, atividade física regular, exercícios de força e resistência e, quando indicados, exercícios com impacto ajudam a preservar a saúde musculoesquelética. Não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter níveis adequados de vitamina D também são medidas importantes.
Mas prevenção não significa uma receita igual para todas as mulheres. A necessidade de investigação e tratamento depende de fatores individuais, como idade, menopausa, histórico pessoal e familiar de fraturas, uso de determinados medicamentos e doenças que podem interferir no metabolismo ósseo.
Por isso, não existe uma idade mágica que determine quando todas as pessoas devem investigar a saúde dos ossos.
Existe, sim, o momento adequado para cada pessoa conversar com seu médico.
E quando já existe osteoporose?
Existe ainda um silêncio particularmente desconfortável quando juntamos osteoporose e sexualidade. Receber um diagnóstico de osteoporose não significa deixar de ter vida sexual.
Também não existem, atualmente, diretrizes específicas das principais sociedades de osteoporose dedicadas exclusivamente à prática sexual nesses pacientes. Por isso, precisamos ter cuidado para não transformar recomendações individuais em proibições gerais.
Depois de uma fratura por fragilidade, a retomada da atividade sexual deve ser gradual e considerar a recuperação, a presença de dor e as características de cada paciente.
Em pessoas com fratura vertebral recente ou osteoporose grave, determinados movimentos de flexão ou torção brusca e sustentada da coluna podem exigir adaptações. Nesses casos, uma orientação individualizada, inclusive com fisioterapia quando indicada, pode ajudar a modificar movimentos e posições de maneira mais segura. O objetivo não é retirar autonomia ou prazer da vida da pessoa. É permitir que ela continue vivendo sua sexualidade com segurança.
O que precisamos mudar é a pergunta
O Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado em 4 de setembro, é uma oportunidade para ampliarmos essa conversa. Saúde sexual não deveria ser um assunto procurado apenas diante de uma disfunção. E saúde óssea não deveria entrar em pauta somente depois de uma fratura.
Precisamos antecipar o cuidado. Quando uma mulher chega à menopausa preocupada com sua libido, secura vaginal ou desconforto, talvez aquela seja também uma oportunidade para perguntar sobre atividade física, alimentação, sono, histórico de fraturas e outros fatores que interferem em sua saúde.
Não significa transformar toda consulta em uma lista interminável de exames. Significa enxergar a mulher para além da queixa que a levou ao consultório. Essa é, para mim, a essência do cuidado integral.
A menopausa não é apenas o momento em que a produção de determinados hormônios diminui. É uma fase de transição que pode repercutir em diferentes dimensões da vida e que merece ser acompanhada com informação, prevenção e, quando necessário, tratamento.
Por isso, quando uma mulher fala sobre sua sexualidade, precisamos ouvir também o que seu corpo inteiro está dizendo.
Porque cuidar da saúde sexual não é cuidar apenas do sexo. É cuidar da mulher. E, nessa história, até os ossos têm algo a dizer.
* Por Adriana Orcesi
Sobre a autora
Dra. Adriana Orcesi Pedro (CRM-SP 65.555 | RQE 97.826) é professora livre-docente em Ginecologia pela Unicamp e vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose da Febrasgo. Integra o Regional Advisory Board da International Osteoporosis Foundation (IOF), o Comitê de Ginecologia da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) e o Comitê de Climatério da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). É também Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) pela The Menopause Society e atua na Clínica Adriana Orcesi.
Sobre a ABRASSO
A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) é uma sociedade médica dedicada à promoção do conhecimento, da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das doenças que afetam a saúde óssea e o metabolismo. Reúne profissionais de diferentes especialidades envolvidos no cuidado e na pesquisa em osteoporose e outras condições osteometabólicas.
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Dia do nutricionista e profissional alerta: alimentação importa mesmo com reposição hormonal
A reposição hormonal pode fazer parte do cuidado da mulher na menopausa, quando indicada e acompanhada por um médico, mas não substitui um pilar essencial para acompanhar o tratamento: uma alimentação adequada
Para a nutricionista Mônica Calderari, especialista em nutrição da mulher 40+, climatério e menopausa, hormônios e alimentação cumprem papéis complementares.
“A reposição hormonal pode atuar onde o hormônio é necessário, mas não substitui a necessidade de uma alimentação adequada. Pense no organismo como uma fábrica: os hormônios comandam as máquinas, mas nenhuma máquina funciona sem matéria-prima.
No seu organismo, toda a matéria-prima vem da alimentação, responsável por dar energia e nutrientes que o organismo precisa diariamente”, explica.
Segundo Calderari, que também é Professora Titular de Química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) há 32 anos, ao depender apenas da reposição hormonal perde-se a oportunidade de tratar a causa pela raiz.
“A mulher deve ficar atenta aos sinais do seu corpo nessa etapa de sua vida, como flacidez, cansaço, sono ruim, dores articulares, névoa mental e barriga resistente. Uma alimentação equilibrada, mas adequada à sua rotina, ajuda na manutenção de músculos, ossos e saúde intestinal e mental, além de contribuir para o controle de doenças crônicas, como diabetes, pressão alta e gordura no fígado”, esclarece.
Mudança de peso na menopausa: o que fazer
A nutricionista também orienta sobre as mudanças de peso que ocorrem no climatério e na menopausa e dá um cartão vermelho para dietas radicais ou aquelas baseadas em restrições extremas.
“Mesmo quando se faz reposição hormonal, a alimentação continua tendo um papel fundamental. A mulher precisa ter consciência de que seu corpo mudou, e a dieta que funcionava aos 30 anos não funciona mais agora. Por isso, dietas da moda e radicais não fazem o menor sentido, pois não oferecem tudo o que a mulher precisa agora e, além disso, são insustentáveis”, comenta.
Pesquisa revela associação entre menopausa e alimentação
Uma pesquisa publicada na revista JAMA Network Open, uma revista conceituada na área da saúde, em maio de 2026, que acompanhou durante cerca de 12 anos 38.283 mulheres na fase da menopausa, período marcado por importantes mudanças hormonais, encontrou uma associação entre menor ganho de peso e menor risco de obesidade entre aquelas que consumiam mais vegetais, menos sal e ainda menor quantidade de frituras e carnes processadas.
Os resultados indicam que a qualidade da alimentação pode ter um papel importante no controle do peso e na saúde da mulher na menopausa. Para Mônica Calderari, os achados reforçam a importância de se ter uma alimentação que supre as necessidades da mulher nessa fase.
“Não se deve fazer uma dieta radical. Mas sim, aumentar o consumo de comida de verdade, como verduras, legumes, frutas, feijões ou outras leguminosas, castanhas e cereais integrais, e reduzir alimentos comprovadamente inflamatórios como os ultraprocessados, carnes processadas (embutidos como presunto), excesso de sal e frituras. O mais importante é construir uma alimentação equilibrada, gostosa e que a mulher consiga manter”, finaliza.
Sobre Mônica Calderari
Mônica Calderari é nutricionista especializada em nutrição da mulher 40+, climatério e menopausa, Doutora em Ciências, Professora Titular de Química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) há 32 anos e criadora do Método M.E.U.®️, metodologia que propõe Mapear, Equilibrar e conduzir a mulher até o seu momento “UAU”, representando a consolidação dos resultados desejados. Sua atuação une formação científica, experiência acadêmica e prática clínica.
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A verdadeira origem do mau hálito e por que balas e enxaguantes não vão te salvar
Você já sentiu aquela insegurança de falar de perto com alguém com medo do próprio hálito, mesmo após escovar os dentes e usar enxaguante?
O mau hálito (halitose) é um dos maiores tabus sociais. Ele mina a autoconfiança no trabalho, atrapalha os relacionamentos afetivos e gera um medo constante de falar de perto com as pessoas. E a maior armadilha é acreditar no senso comum de que “o problema vem do estômago” ou que basta usar um enxaguante forte e mascar uma bala de menta.
A realidade nua e crua é que em mais de 90% dos casos, o mau hálito tem origem exclusivamente na boca. A verdadeira causa do odor desagradável são as bactérias bucais acumuladas na língua (a chamada saburra lingual) que se alimentam de restos de comida e de células mortas.
Quando essas bactérias digerem essa sujeira, elas liberam gases à base de enxofre, que têm um odor muito forte e desagradável. Embora a saburra lingual seja um fator frequente, os problemas e infecções na gengiva também são grandes responsáveis pelo mau hálito que nunca vai embora.
Quando a gengivite evolui para a periodontite, criam-se pequenos “espaços” entre a gengiva e o dente que a escova e o fio dental comuns jamais conseguem alcançar. Esses espaços viram verdadeiros quartéis-generais para bactérias que decompõem resíduos e liberam gases de odor extremamente forte.
Usar chicletes, balas ou enxaguantes apenas esconde o problema por alguns minutos, mas eles não eliminam a causa. O tratamento definitivo da halitose crônica exige o diagnóstico clínico preciso para rastrear a origem real do odor e a descontaminação profissional dessas bolsas ocultas, restaurando o equilíbrio das bactérias da boca.
Se você sofre com mau hálito, faça uma avaliação com o Periodontista. Você merece a liberdade de conversar, sorrir e se aproximar das pessoas sem nenhuma ponta de insegurança.
* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica. Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente.
Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.
Para conhecer você pode ligar para o Whatsapp: (21) 98135-0401
Acessar o Instagram: https://www.instagram.com/galdeanoodontologia ou o site www.galdeanoodontologia.com.br
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Mecanismos de defesa: o que acontece dentro de você quando uma emoção se torna difícil de suportar?
Talvez você reconheça alguns desses exemplos no seu cotidiano: negar algo que está acontecendo; racionalizar afetos; projetar em outra pessoa um conflito que, na verdade, começou em outro lugar; lembrar de um evento marcante e não se conectar com a emoção.
Esses são alguns mecanismos de defesa que habitualmente recorremos em momentos difíceis. E nesses casos, o conflito central não começou necessariamente na situação atual. Há algo mais além e profundo presentes.
De maneira simples, podemos entender os mecanismos de defesa como formas de proteção psíquica. Quando uma experiência é dolorosa ou difícil demais de ser sustentada, a mente – mais precisamente o inconsciente – recorre à esses mecanismos para reduzir o desconforto causado à consciência e preservar um certo equilíbrio psíquico.
Os conteúdos e eventos difíceis de suportar são redirecionados para o inconsciente, porém permanecem nos atravessando diariamente. A questão surge quando essas defesas se tornam rígidas e repetitivas – os mesmos conflitos insistem em reaparecer, ainda que em novos lugares e relações.
Quando você evita o conflito ou um sentimento desconfortável, o inconsciente encontrará uma forma de fazê-lo presente. Ressalto aqui que, os mecanismos de defesa possuem sua função psíquica e não trabalhamos para eliminá-los, mas sim para investigar o que há por de trás. Porém, entrar em contato com situações de intensa carga afetiva gera medo e angústia.
É justamente nesse momento que o terapia faz diferença. Você terá um espaço seguro e uma profissional te acompanhando para, aos poucos, entrar em contato com a própria história e compreender do porque você está se defendendo.
Aqui não há pressa, há escuta profunda e repeito ao seu tempo. Dar o primeiro passo pode não ser fácil, mas com acompanhamento qualificado eu estarei sustentando esse caminho com você.
Para conhecer melhor o meu trabalho e acessar publicações basta visitar o site pilarpsicologa.com.
Mais informações e agendamentos pelo telefone (21) 98521-7447 ou pelo instagram @pilar.psi.
Psicóloga Pilar Caliari | CRP 05/67534
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Esclerose múltipla: reconhecer os primeiros sinais pode mudar uma vida
No Dia Nacional de Conscientização sobre a doença (30), neurologista alerta para sintomas que muitas vezes são confundidos com cansaço ou problemas passageiros
Uma pessoa jovem começa a enxergar embaçado de repente. Outra sente formigamento ou dormência em uma parte do corpo. Há quem perceba uma fraqueza em um braço ou uma perna, dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio ou um cansaço muito forte que não melhora mesmo depois de descansar.
Para muitas famílias, esses sinais podem parecer passageiros. É justamente aí que está um dos desafios da esclerose múltipla (EM): nem sempre os primeiros sintomas são facilmente reconhecidos.
A doença é neurológica, crônica e autoimune. Em palavras simples, é uma situação em que o próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar estruturas do sistema nervoso, podendo prejudicar a comunicação entre o cérebro e as diferentes partes do corpo. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença.
Para a neurologista Dra. Carla Renata Aparecida Vieira Stella, especialista em neurologia e com atuação na área de neuroimunologia, informação é uma das principais ferramentas para que a doença seja identificada mais cedo. “É importante que a família não ignore mudanças que aparecem de forma diferente do habitual, principalmente quando são sintomas neurológicos. Procurar atendimento médico é o primeiro passo para entender o que está acontecendo”, orienta a especialista.
Formigamento, visão embaçada e dificuldade para andar merecem atenção
Os sinais da esclerose múltipla podem variar bastante de uma pessoa para outra. Entre eles estão alterações na visão, dormência ou formigamento, fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio e coordenação, fadiga intensa e alterações cognitivas ou emocionais.
Um ponto importante é que ter um desses sintomas não significa necessariamente ter esclerose múltipla. Muitas outras doenças podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, a recomendação não é tentar descobrir o diagnóstico sozinho, mas procurar atendimento de saúde.
“Não é preciso saber o nome da doença para procurar ajuda. Se alguma coisa mudou no corpo e essa mudança não parece normal, converse com um profissional de saúde”, reforça Dra. Carla.
O primeiro caminho pode ser o serviço público de saúde
Para famílias que não têm condições de pagar uma consulta particular, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro serviço público de saúde disponível em sua cidade. A partir da avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado quando houver necessidade.
O diagnóstico e o acompanhamento precoces são importantes porque existem tratamentos capazes de controlar a atividade da doença e reduzir o risco de novos episódios, sempre de acordo com a avaliação médica individual. O Ministério da Saúde destaca justamente a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Ciência e cuidado caminham juntos
A Dra. Carla Stella tem participação em estudos científicos relacionados às doenças neurológicas e à neuroimunologia. Em 2016, foi coautora de estudo publicado internacionalmente que analisou casos de dengue em pessoas com esclerose múltipla em tratamento com medicamentos específicos.
Mais recentemente, participou de estudo publicado em 2023 sobre um caso de esclerose múltipla progressiva com início na infância, desenvolvido por pesquisadores ligados à Divisão de Neuroimunologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Na ACESA Capuava, o olhar para o paciente vai além da doença
A médica também tem uma atuação próxima da comunidade. A Dra. Carla Stella é Diretora Clínica da ACESA Capuava, organização que desenvolve atendimento multidisciplinar e ações voltadas às pessoas com deficiência e suas famílias.
“Quando falamos de uma doença crônica, não estamos falando apenas de um diagnóstico. Estamos falando de uma pessoa, de uma família e de uma rotina que pode mudar. O cuidador precisa olhar para todos esses aspectos”, destaca a neurologista.
Um alerta para as famílias
Neste “Agosto Laranja”, mês dedicado à conscientização sobre a esclerose múltipla, a principal mensagem é simples: não ignore os sinais. Se alguém da família apresentar uma alteração neurológica que não tinha antes, como perda de visão, dormência, formigamento, fraqueza, dificuldade para caminhar ou problemas de equilíbrio, procure uma unidade de saúde.
Não é preciso ter dinheiro para começar a investigar. É possível procurar o serviço público de saúde e pedir orientação. Reconhecer um sinal, procurar ajuda e chegar ao diagnóstico pode ser o primeiro passo para que uma pessoa tenha acesso ao tratamento e possa seguir sua vida com mais qualidade.
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Clareamento íntimo: entenda o que causa o escurecimento da região e quais tratamentos funcionam
Especialista esclarece que fatores hormonais, atrito e depilação podem ser agravantes, mas laser e peelings químicos vêm como solução
Você já reparou que a pele da região íntima costuma ser mais escura do que o restante do corpo? Para muitas mulheres, essa diferença de tonalidade desperta dúvidas e, em alguns casos, até insegurança. Embora seja um processo natural e bastante comum, o escurecimento da vulva e da virilha pode se intensificar ao longo da vida por diferentes fatores, levando um número crescente de pacientes a buscar tratamentos para uniformizar a pigmentação da pele.
Conhecido como clareamento íntimo, o procedimento reúne diferentes técnicas voltadas para reduzir o excesso de pigmentação da região genital externa e devolver maior uniformidade ao tom da pele. A ginecologista e especialista em cirurgia íntima, Dra. Mariana Macedo, explica que, antes de pensar em qualquer intervenção estética, é fundamental compreender que a pigmentação da região íntima varia naturalmente entre as mulheres.
“Existe uma expectativa, muitas vezes criada por padrões estéticos irreais, de que a vulva tenha a mesma coloração do restante do corpo. Na prática, essa região possui uma concentração diferente de melanina, e isso faz parte da anatomia feminina. Nem toda mulher que apresenta uma pele mais escura na região íntima precisa ou deve realizar um clareamento”, esclarece.
Apesar de ser um fenômeno fisiológico, alguns fatores favorecem o aumento dessa pigmentação ao longo dos anos. Alterações hormonais durante a puberdade, gestação e menopausa, o envelhecimento natural da pele, o atrito constante entre as coxas, roupas muito apertadas e métodos de depilação que provocam irritação repetitiva figuram entre as principais causas.
Segundo a especialista, o próprio mecanismo de defesa da pele explica esse processo. “Sempre que há uma inflamação ou agressão repetida, o organismo responde produzindo mais melanina para proteger aquele tecido. É por isso que procedimentos depilatórios frequentes, foliculites e o atrito constante podem deixar a região progressivamente mais escura”, explica.
Antes de definir qualquer tratamento, a paciente deve passar por uma avaliação médica. De acordo com a Dra. Mariana, identificar a causa é determinante para o sucesso do tratamento. “Quando entendemos o motivo do escurecimento, conseguimos escolher o método mais adequado e reduzir as chances de que a pigmentação volte a aparecer”, pontua.
Entre as técnicas mais utilizadas atualmente estão os lasers, que atuam fragmentando os depósitos de melanina e estimulando a renovação celular, favorecendo uma coloração mais homogênea ao longo das sessões. Outra alternativa são os peelings químicos, realizados com ácidos específicos em concentrações controladas, que promovem uma renovação superficial da pele e ajudam a reduzir gradualmente a pigmentação.
Além desses métodos, tecnologias regenerativas têm sido incorporadas aos protocolos por estimularem a produção de colágeno e melhorarem a qualidade da pele da região íntima. Esses recursos aumentam a hidratação, favorecem a elasticidade dos tecidos e potencializam os resultados estéticos quando associados a outras técnicas.
A escolha do procedimento, no entanto, depende de fatores como o fototipo da paciente, a intensidade da pigmentação, a sensibilidade da pele e o histórico clínico. “Não existe um protocolo único. Mulheres com peles mais escuras, por exemplo, exigem parâmetros específicos para evitar novas manchas. O tratamento precisa ser individualizado para oferecer segurança e resultados naturais”, ressalta a ginecologista.
Os cuidados também começam antes da primeira sessão. A especialista orienta evitar qualquer processo inflamatório na região, suspender métodos depilatórios agressivos quando indicado e informar ao médico sobre medicamentos em uso ou doenças pré-existentes. Após o procedimento, seguir corretamente as recomendações é essencial para uma boa recuperação, incluindo hidratação local, redução do atrito e, em alguns casos, abstinência temporária de relações sexuais.
A médica também chama atenção para o crescimento de receitas caseiras e produtos vendidos pela internet que prometem clareamento rápido da região íntima. Segundo ela, além de não apresentarem eficácia comprovada, essas alternativas podem representar riscos importantes.
“Há muitas mulheres que utilizaram misturas com bicarbonato, limão, água oxigenada e outros produtos inadequados. A região íntima possui uma pele extremamente delicada, e essas substâncias podem causar queimaduras, alergias, cicatrizes e até um escurecimento ainda maior após a inflamação”, alerta.
Sobre a Dra. Mariana Macedo
Dra. Mariana Macedo é médica ginecologista, especialista em Cirurgia Íntima e Ginecologia Regenerativa, com atuação voltada ao cuidado integral da saúde feminina. Sua abordagem combina excelência médica, atendimento humanizado e as mais modernas tecnologias para oferecer tratamentos seguros, naturais e personalizados. Atende nos estados de São Paulo e da Paraíba, dedicando-se a promover saúde, bem-estar e autoestima.
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Quando a emoção vira um enigma: o que é alexitimia
Dificuldade para identificar e comunicar emoções pode ser confundida com frieza, aparecer primeiro como sintoma físico e coexistir com autismo
Há pessoas que percebem o coração acelerar, o estômago embrulhar, os músculos ficarem tensos ou surge uma vontade repentina de se afastar, mas não conseguem dizer exatamente o que estão sentindo. Sabem que alguma coisa mudou, mas não identificam se é ansiedade, tristeza, raiva, frustração ou cansaço.
Esse desencontro entre o que acontece no corpo e a capacidade de compreender e colocar em palavras a própria experiência emocional pode estar relacionado à alexitimia, uma característica do funcionamento emocional que envolve dificuldades para identificar, diferenciar e expressar sentimentos.
A alexitimia pode fazer parte de diferentes formas de funcionamento da personalidade e estar relacionada a diversos fatores ao longo da história de uma pessoa. Ela também pode aparecer associada a diferentes condições psicológicas e do neurodesenvolvimento. Isso significa que não existe uma única explicação para sua presença.
“A alexitimia não quer dizer que a pessoa não sinta. Muitas vezes, ela sente, mas não consegue reconhecer com clareza o que acontece internamente ou encontrar palavras para comunicar isso”, explica a psicóloga e neuropsicóloga Luanda Rosa, @psicologaluanda, especialista em avaliação neuropsicológica de adultos e em autismo na adolescência e na vida adulta.
O corpo dá o primeiro sinal
Uma reação emocional costuma produzir mudanças físicas: os batimentos aceleram, a respiração se altera, o corpo fica em alerta e a musculatura pode se contrair. O desafio, para algumas pessoas, está em relacionar essas alterações ao que aconteceu e reconhecer o significado da experiência.
É como se o corpo enviasse uma mensagem, mas faltasse uma forma clara de traduzi-la.
“É como receber sinais internos sem um sistema de tradução. A pessoa percebe que algo mudou, mas não identifica a mensagem emocional por trás daquela mudança”, afirma Luanda.
Esse processo também envolve a interocepção, capacidade de perceber o que acontece dentro do próprio corpo. Fome, sede, cansaço, temperatura, dor, batimentos cardíacos e sensações associadas às emoções fazem parte desse sistema
Quando essa leitura é confusa ou pouco acessível, a pessoa pode demorar para perceber que está cansada, ansiosa, irritada ou emocionalmente sobrecarregada.
Quando o comportamento parece frieza
A dificuldade de expressar emoções pode afetar relacionamentos. Alguém pode se importar profundamente com o parceiro, perceber o sofrimento de um familiar ou sentir carinho por um amigo, mas não saber como demonstrar isso.
O silêncio pode ser interpretado como desinteresse. Uma resposta objetiva pode parecer rejeição. A ausência de palavras de conforto pode ser confundida com falta de empatia.
“Sentir, reconhecer, expressar e comunicar são etapas diferentes. Uma pessoa pode ter dificuldade em uma delas e preservar as outras”, explica a neuropsicóloga.
Com o tempo, os desencontros podem afetar a autoestima. A pessoa passa a acreditar que é fria, distante ou incapaz de manter vínculos, quando, na realidade, pode enfrentar uma dificuldade específica no processamento e na comunicação emocional.
Quando o sofrimento aparece no corpo
A alexitimia pode dificultar o reconhecimento de ansiedade, tristeza e esgotamento. Algumas pessoas seguem trabalhando, estudando e cuidando da família até atingir o limite. Só depois percebem que estavam sobrecarregadas.
O sofrimento pode vir acompanhado de dor de cabeça, insônia, tensão muscular, alterações gastrointestinais ou uma sensação persistente de mal-estar. Esses sintomas não devem ser automaticamente atribuídos às emoções: queixas físicas precisam ser investigadas clinicamente.
A atenção está na combinação de sinais. Quando o desconforto aparece repetidamente em situações de estresse e a pessoa não consegue identificar o que está vivendo, pode ser útil investigar também sua forma de perceber e regular emoções.
“A pessoa pode procurar ajuda dizendo que tem um problema físico, quando também existe dificuldade para perceber que está triste, ansiosa ou sobrecarregada. Uma investigação responsável precisa considerar as duas dimensões”, afirma Luanda.
A relação com o autismo
A alexitimia aparece com maior frequência em pessoas autistas, mas não é sinônimo de autismo e não está presente em todos os indivíduos no espectro. Ela também pode ocorrer em outros contextos, como depressão, ansiedade, traumas e transtornos alimentares
No autismo, dificuldades para reconhecer emoções podem ocorrer junto a diferenças no processamento sensorial e na interocepção. Ruídos, luzes, cheiros, mudanças de rotina e interações sociais podem provocar sobrecarga antes que a pessoa consiga compreender o motivo do desconforto.
“Alguns pacientes só percebem que estavam no limite quando já precisam se isolar, interromper uma atividade ou lidar com uma crise. O corpo vinha dando sinais, mas esses sinais não foram interpretados a tempo”, explica a especialista.
Quando investigar
É comum que uma pessoa reconheça alguns desses padrões e tente encontrar sozinha uma explicação. Mas identificar características de alexitimia não revela, por si só, sua origem.
A dificuldade pode estar relacionada a diferentes aspectos da história de vida, do funcionamento psicológico e do perfil neurocognitivo. Por isso, a avaliação precisa considerar o conjunto de informações e não apenas um comportamento isolado.
A avaliação neuropsicológica permite olhar para a pessoa de maneira mais ampla, considerando sua história de desenvolvimento, funcionamento cognitivo, aspectos emocionais e comportamentais e a forma como tudo isso aparece no cotidiano.
“Mais importante do que simplesmente identificar uma característica é compreender como ela se manifesta naquela pessoa, quais impactos provoca e quais outros aspectos do funcionamento podem estar relacionados a ela”, explica Luanda.
A investigação também pode ajudar a diferenciar alexitimia de outras situações que produzem dificuldades semelhantes, como ansiedade, depressão, trauma, TDAH ou características do espectro autista.
Uma dificuldade, não uma identidade
A alexitimia não define o caráter de uma pessoa, não indica incapacidade de amar e não permite concluir que alguém seja indiferente. Também não deve ser usada para justificar a ausência de comunicação ou de responsabilidade em uma relação.
Seu reconhecimento pode, entretanto, reduzir julgamentos e favorecer formas mais adequadas de comunicação. Em vez de interpretar automaticamente o silêncio como desinteresse, familiares e parceiros podem compreender que existe uma dificuldade específica de perceber e expressar a experiência emocional.
“Compreender a alexitimia não elimina a responsabilidade de construir relações mais cuidadosas. Mas permite trocar o julgamento por estratégias e buscar formas de expressão mais acessíveis para cada pessoa”, conclui Luanda.
Sobre a especialista:
Luanda Rosa Queiroz é psicóloga e neuropsicóloga (CRP 06/106954), especialista em autismo na adolescência e na vida adulta. Atua há 15 anos com avaliação neuropsicológica de adultos, é coautora do livro Protagonismo Feminino e consultora em inclusão de pessoas autistas para empresas. Também participa de podcasts, palestras e eventos sobre autismo na vida adulta e neurodiversidade.
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Pilar Caliari: a escuta que acolhe e ajuda a ressignificar histórias
O primeiro contato de Pilar Caliari com a Psicologia aconteceu muito antes da faculdade
Foi como paciente, ao iniciar seu próprio processo de análise, que descobriu a força da escuta qualificada e percebeu como aquele espaço poderia abrir caminhos para novos entendimentos sobre a vida.
A experiência despertou o desejo de seguir a mesma profissão e, em 2017, ingressou no curso de Psicologia da PUC-Rio. Durante os cinco anos de graduação, construiu uma formação sólida por meio de projetos de iniciação científica sobre adoção e parentalidade, oficinas de memória e cognição, atendimento a pessoas com transtornos mentais e transtornos adictivos, participação em projetos sociais e prática clínica.
Foi também nesse período que encontrou na psicanálise a abordagem com a qual mais se identificou, inspirada pela própria trajetória e pela forma singular de compreender o sofrimento humano.
Após a conclusão do curso, Pilar iniciou os atendimentos clínicos, inicialmente no formato on-line, e deu continuidade à formação por meio de cursos de extensão na PUC-Rio, no Fórum do Campo Lacaniano e da pós-graduação em Fundamentos da Psicanálise pelo Instituto ESPE.
Hoje, realiza atendimentos presenciais em seu consultório que fica no Recreio dos Bandeirantes e também on-line para crianças, adolescentes e adultos, mantendo o compromisso permanente com o aprimoramento profissional.
“Para mim, a psicanálise oferece um espaço de escuta em que cada pessoa pode revisitar sua história, compreender melhor seus conflitos e estabelecer novas formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.”
Segundo Pilar, ao falar, o paciente também se escuta, permitindo que novos significados surjam ao longo do processo terapêutico. Com centenas de atendimentos realizados, ela conduz seu trabalho pautada pela ética, pelo respeito à singularidade e pelo cuidado com cada história que acolhe.
Para acompanhar o trabalho de Pilar ou iniciar um acompanhamento psicológico com ela, siga o perfil no
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