Saúde & Bem-estar

Outono exige atenção à imunidade e aos cuidados com a saúde

Queda de temperatura, ar seco e mudanças na rotina impactam as defesas do organismo e reforçam a importância da reposição de vitaminas e minerais no dia a dia

 

A chegada do outono é marcada pela queda das temperaturas, ar mais seco e maior amplitude térmica ao longo do dia, fatores que exigem uma adaptação rápida do organismo. Essa transição, muitas vezes sutil, tem impacto direto na saúde, especialmente no sistema imunológico, que pode ficar mais suscetível a alergias e quadros virais comuns nessa época do ano.

 

Atenta a esse cenário, a Schraiber reforça a importância de olhar para a imunidade de forma preventiva, especialmente em períodos de transição climática. O período também costuma registrar aumento na circulação de vírus e uma tendência maior ao ressecamento das vias aéreas, o que reduz as defesas naturais do corpo. Além disso, hábitos como menor exposição ao sol e mudanças na alimentação podem influenciar negativamente a imunidade.

 

Nesse contexto, reforçar os cuidados com a saúde torna-se essencial. Nutrientes como vitamina C, vitamina D, zinco e selênio têm papel importante na proteção do organismo, atuando como antioxidantes e contribuindo para o funcionamento adequado das células de defesa.

 

“A rotina também influencia diretamente a resposta do organismo. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e, quando necessário, a suplementação de nutrientes ajudam a manter o sistema imunológico preparado para enfrentar as mudanças típicas do outono”, explica Evelin Egedy, engenheira química da Schraiber.

 

Outro ponto de atenção é a vitamina D, cuja produção depende da exposição solar, algo que tende a diminuir durante o outono e inverno. A baixa disponibilidade desse nutriente pode impactar diretamente a imunidade e a saúde óssea, tornando ainda mais importante o acompanhamento dos níveis no organismo.

 

A suplementação nutricional pode ser uma aliada nesse processo, especialmente quando há dificuldade em atingir as necessidades diárias apenas por meio da alimentação e hábitos diários. Compostos que combinam vitaminas, minerais e ingredientes naturais, como o própolis, conhecido por suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, podem contribuir para o suporte imunológico de forma complementar.

 

“A combinação de vitaminas e minerais, como vitamina C, D, zinco e selênio, aliada a ingredientes de origem natural, pode contribuir para o suporte das defesas do organismo, especialmente em períodos em que o corpo está mais exposto a agentes externos”, complementa a especialista.

 

Adotar uma rotina de cuidados e estar atento aos sinais do corpo são atitudes fundamentais para atravessar a estação com mais equilíbrio e bem-estar.

Saúde & Bem-estar

Abril Marrom alerta para o cuidado com doenças que podem levar à cegueira

Equipe do Hospital Oftalmos apresenta detalhes sobre as causas e os sintomas do glaucoma, da catarata, da degeneração macular e do ceratocone

O mês de abril ganha a cor marrom em todo o Brasil para que as pessoas enxerguem a necessidade de se conscientizar sobre a cegueira, principalmente nos casos de perda de visão que poderiam ser evitados. “Glaucoma, catarata, degeneração macular e até ceratocone, são algumas das doenças oftalmológicas que, quando não são diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente a ter o diagnóstico de baixa visão e, em alguns casos, até à cegueira permanente”, alerta o especialista no tema, o médico oftalmologista do Hospital Oftalmos, Fernando Ramalho.
Catarata:
Segundo o Dr. Fernando, a catarata afeta a lente natural do olho, chamada cristalino. “Com o passar dos anos, o cristalino começa a se tornar opaco e, dependendo do tempo de evolução da doença, há maior dificuldade visual, podendo chegar à perda total da visão”, explica o médico.
Glaucoma:
Considerada uma das doenças mais perigosas, o glaucoma é, na maioria dos casos, assintomático e costuma ser percebido apenas em estágios avançados. “Trata-se de uma doença que acomete o nervo óptico, causada pelo aumento da pressão intraocular. Em determinadas situações, podem ocorrer dor nos olhos e vermelhidão, mas os quadros sem sintomas aparentes são a grande maioria”, revela a médica oftalmologista do Hospital Oftalmos, Carolina Rottili Daguano.
Degeneração macular:
O Dr. Fernando explica que a doença afeta as células nervosas localizadas na região da mácula, próxima à retina. “O paciente passa a perder o campo visual central. Com isso, a visão começa a ficar desfocada e pode evoluir até o surgimento de uma mancha que impede a visualização completa”, detalha.
Ceratocone:
Considerado um dos principais fatores que levam pacientes à fila de transplante de córnea, é uma doença progressiva e degenerativa que afeta a camada transparente externa do olho. A córnea torna-se mais fina e menos rígida, adquirindo formato cônico. Entre as possíveis causas estão traumas, avanço da idade, histórico familiar e o hábito frequente de coçar os olhos.
Prevenção é o melhor remédio
Os médicos especialistas destacam que a prevenção pode evitar o agravamento de diversas doenças oftalmológicas. Por isso, é fundamental que pessoas com mais de 40 anos ou que apresentem condições como miopia, hipermetropia, diabetes, uso prolongado de corticoides ou histórico familiar de doenças oculares, realizem consultas preventivas anualmente. “As consultas têm como objetivo detectar doenças ainda em estágios iniciais, antes que evoluam para formas irreversíveis”, conclui a doutora Carolina.
Roda de conversa e conscientização
Para ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre doenças que podem levar à cegueira, o Oftalmos, hospital de olhos de Balneário Camboriú, realizará um talk sobre o tema, com foco especial no ceratocone. O encontro será na terça-feira (7/4), às 15h, e contará com depoimentos de pessoas que passaram por transplante de córnea, além de palestras e apresentações de médicos especialistas e de quem convive com a condição.
Sobre o Oftalmos
Fundado há quase 20 anos, o Oftalmos Hospital de Olhos é referência em oftalmologia no Litoral Centro-Norte de Santa Catarina. Une tecnologia de ponta aos mais modernos equipamentos do mercado, com uma infraestrutura completa para acolher o paciente em todas as etapas do atendimento ocular. No mesmo local, são realizadas consultas, exames, cirurgias e adaptação de lentes. É reconhecido pelo atendimento humanizado e pela excelência no cuidado visual em cada detalhe.
O Oftalmos de Balneário Camboriú se tornou o único hospital do Litoral Centro-Norte catarinense a ser certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no Nível 1. Essa conquista comprova a dedicação da marca em garantir a máxima segurança do paciente, a padronização dos processos e a qualidade clínica em todas as etapas do atendimento. O selo ONA reforça o compromisso da instituição em oferecer práticas assistenciais alinhadas aos mais altos padrões nacionais de saúde, proporcionando confiança e tranquilidade para quem busca excelência no cuidado com a visão.
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Leite faz bem? Nutricionista explica os benefícios e pontos de atenção com a bebida

Fonte de cálcio, proteínas e vitaminas, a bebida é benéfica para a maioria, mas a quantidade depende do nível de tolerância do indivíduo
 

O leite está no centro de um dos maiores debates nutricionais da atualidade. Enquanto para alguns é um “alimento completo” e indispensável, para outros, é fonte de inflamação e desconforto. Porém, para a maioria das pessoas, o leite continua sendo uma fonte nutricional presente no dia a dia.

 

Esse alimento é rico em nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas do complexo B (como B2 e B12), vitaminas A e D, e minerais vitais como o cálcio. Segundo a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila Alho, o leite pode auxiliar na saúde óssea, dental e muscular.

 

“Essa dicotomia surge porque os benefícios ou não do leite dependem da genética, da idade e da qualidade da dieta de cada indivíduo. A resposta do organismo ao consumo de leite não é universal, pois está ligada à capacidade de produzir a enzima lactase para digerir a lactose. Indivíduos com intolerância experimentarão efeitos negativos que não ocorrerão em quem a produz em quantidade suficiente”, comenta.

 

Além da genética, a idade deve ser considerada. Segundo a nutricionista, a produção de lactase tende a diminuir após a infância, o que explica por que algumas pessoas que consumiam leite sem problemas na juventude podem desenvolver intolerância ou sensibilidade na idade adulta.

 

“As necessidades nutricionais e a saúde óssea variam ao longo da vida. Por isso, o leite pode ser uma excelente fonte de cálcio, vitamina D e proteínas de alto valor biológico para uma pessoa cuja dieta é deficiente nesses nutrientes. Enquanto, para alguém que já consome uma dieta rica e balanceada, o leite pode adicionar calorias e gorduras desnecessárias”, ressalta Camila.

 

Em casos de consumo excessivo, a especialista explica que esse exagero pode até desequilibrar o quadro nutricional geral. Portanto, a avaliação se o leite é benéfico ou não deve sempre ser feita dentro do panorama de saúde e dos hábitos alimentares da pessoa.

 

Como consumir o leite sem exageros?

 

A recomendação geral se baseia na resposta individual do corpo. De acordo com a nutricionista, para quem digere bem e aprecia, 1 a 2 porções diárias são suficientes e contribuem significativamente para atingir as metas de cálcio e proteína.

 

“Para quem não gosta ou não pode consumir leite, é necessário compensar a ausência com outras fontes de cálcio, ou seja vegetais verde-escuros como couve, brócolis, etc., sementes, como a de gergelim, e sardinha”, explica Camila.

 

Além disso, é importante desmistificar o “perigo” do leite de caixinha. O processo UHT (Ultra High Temperature) elimina bactérias e preserva a maioria dos nutrientes. Para a especialista, o impacto do leite de caixinha, muitas vezes, é o açúcar adicionado ao copo, como nos achocolatados, e não o leite em si.

 

“Se você sente que o leite o deixa estufado ou pesado, seu corpo está dando um sinal de que é melhor buscar alternativas. Mas se você bebe e se sente bem, ele continua sendo um aliado prático e nutricionalmente positivo para a sua saúde,” conlcui a nutricionista.

 

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários.

 

As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS.

 

A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.

Saúde & Bem-estar

Mapeamento genético avança como aliado na prevenção do câncer de mama e ganha força no debate público

Iniciativas da UNACCAM ampliam o acesso à informação e reforçam o papel da genética na detecção precoce e no cuidado personalizado da saúde da mulher

 

A discussão sobre o acesso a testes de mapeamento genético tem ganhado espaço no Brasil em meio à busca por estratégias mais eficazes de prevenção do câncer de mama. Embora o exame seja utilizado na prática clínica, sua disponibilidade ainda é limitada, especialmente no sistema público, o que mantém parte da população distante de uma ferramenta capaz de identificar riscos hereditários antes mesmo do surgimento da doença.

 

O câncer de mama segue como o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com cerca de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável pela prevenção, controle, pesquisa e tratamento do câncer em todo o país.

 

Nesse cenário, o mapeamento genético vem se consolidando como um recurso importante para orientar condutas médicas e ampliar as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce.

 

Mais do que identificar riscos, o teste genético permite personalizar o acompanhamento médico, antecipar exames e, em muitos casos, adotar medidas preventivas antes mesmo do surgimento da doença. Estima-se que entre 10% e 20% dos casos de câncer tenham origem hereditária, frequentemente associados a mutações como BRCA1 e BRCA2, o que reforça a importância da investigação genética, especialmente em pacientes com histórico familiar.

 

Nesse contexto, a União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama (UNACCAM) tem ampliado sua atuação na conscientização sobre o tema e na disseminação de informações, com o objetivo de aproximar o mapeamento genético da população e estimular a busca por orientação médica adequada.

 

A entidade destaca que o exame pode contribuir não apenas para a detecção precoce do câncer de mama, mas também de outros tipos de tumores, como o de ovário, permitindo estratégias preventivas mais abrangentes.

 

“O mapeamento genético permite identificar se uma pessoa tem uma predisposição ao câncer antes mesmo da doença aparecer. Com isso, conseguimos atuar de forma muito mais preventiva e assertiva”, explica Dr. José Cláudio Casali, Oncogeneticista do A.C. Camargo Cancer Center e parceiro da UNACCAM.

 

“Quando identificamos uma variante genética, conseguimos adaptar o acompanhamento, antecipar exames e incluir métodos mais sensíveis para detectar lesões precoces. O objetivo é diagnosticar cedo e mudar o desfecho da doença.”

 

Segundo o especialista, o impacto do exame também se estende ao ambiente familiar. “Quando encontramos uma alteração genética, conseguimos avaliar outros familiares e agir antes que a doença apareça. Passamos a atuar de forma preventiva em um grupo inteiro.”

 

Na prática clínica, o resultado do mapeamento genético pode redefinir condutas médicas. Em casos negativos, o acompanhamento segue protocolos padrão. Já em resultados positivos, o rastreamento pode ser intensificado, com antecipação de exames e adoção de medidas preventivas específicas. Além disso, o teste também tem papel relevante na definição de terapias direcionadas a mutações específicas.

 

Estudos indicam que o mapeamento genético pode ser custo-efetivo ao possibilitar diagnósticos mais precoces e reduzir a complexidade dos tratamentos. Ainda assim, o acesso no Brasil permanece restrito, sobretudo na rede pública, que não disponibiliza amplamente o exame no SUS e enfrenta escassez de profissionais especializados em aconselhamento genético, etapa considerada essencial antes e depois da testagem.

 

A UNACCAM também chama atenção para a necessidade de ampliar o acesso e reduzir barreiras, por meio de iniciativas voltadas a públicos prioritários, como programas e mutirões. A recomendação é que mulheres com histórico familiar ou casos de diagnóstico precoce na família procurem avaliação médica para orientação adequada.

 

“Muitas pessoas ainda têm receio de descobrir um risco genético, mas a informação é justamente o que permite mudar a história. Existe uma cultura de que é melhor não saber, quando na verdade o conhecimento permite prevenir. É melhor enfrentar o risco do que enfrentar o câncer”, afirma Clarísia Ramos, presidente da UNACCAM.

 

De acordo com ela, ampliar o debate é um passo importante para fortalecer a conscientização sobre o tema. “Quando falamos de mapeamento genético, estamos falando de dar às mulheres a oportunidade de conhecer seu risco e agir antes. Informação de qualidade salva vidas e pode mudar o futuro de famílias inteiras”, completa.

 

Com a intensificação das discussões sobre a incorporação de testes genéticos no sistema público e a necessidade de estruturar o acompanhamento dos pacientes, o mapeamento genético se consolida como um dos caminhos para tornar a prevenção do câncer de mama mais precisa, eficiente e acessível no país.

 

Mais informações estão disponíveis em: https://unaccam.org.br/.

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Endometriose: entender a dor é o primeiro passo para o tratamento

Cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio

 

Muitas mulheres crescem ouvindo que “sentir dor no período menstrual é normal”, o que pode acabar mascarando uma condição que exige atenção médica especializada e um olhar multidisciplinar: a endometriose. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio.

 

A doença se caracteriza pelo comportamento atípico do endométrio, o tecido que reveste o útero. “A endometriose é uma condição ginecológica em que o tecido que reveste a parte interna do útero cresce fora dele, causando dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Esse tecido pode se localizar em órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga”, explica a ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex.

 

O Março Amarelo visa conscientizar sobre a endometriose. Vânia Calixtrato observa que, embora a genética desempenhe um papel crucial, outros fatores biológicos como a menstruação precoce (antes dos 11 anos) e fluxos muito abundantes também são indicadores de risco. “O estilo de vida, embora não seja a causa direta, atua como um regulador da gravidade: hábitos inflamatórios e sedentarismo podem piorar consideravelmente as dores”, diz.

 

Quando a cólica não é comum

 

Diferenciar o desconforto aceitável de um sintoma de endometriose é o maior desafio das pacientes. Enquanto a cólica comum cede com analgésicos e diminui ao longo do ciclo, a dor da endometriose é persistente e incapacitante.

 

“Ela pode durar durante todo o ciclo menstrual, além de afetar outros momentos, como antes ou após a menstruação. Também pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, sangramentos fora do ciclo e dificuldade para engravidar”, destaca a médica.

 

Outros sinais frequentemente negligenciados são a dor ao urinar ou evacuar durante o período menstrual e dores profundas durante o ato sexual. Se esses sintomas forem frequentes, a investigação com um ginecologista é indispensável.

 

O desafio do diagnóstico

 

Segundo dados do Instituto Endometriose, a doença demora, em média, de 7 a 10 anos, para se confirmar. A especialista explica que a variedade de sintomas, que se confundem com miomas ou síndrome do intestino irritável, dificulta o processo. Além disso, exames simples de sangue, como o CA-125, não são conclusivos.

 

“O exame de sangue CA-125 não é suficiente para confirmar ou descartar a endometriose, não é um exame específico. O diagnóstico definitivo depende da combinação de exames de imagem, sintomas clínicos e, muitas vezes, da laparoscopia”, esclarece.

 

Atualmente, os exames de imagem mais precisos são a Ressonância Magnética (RNM) e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, sendo este último extremamente dependente da experiência do médico examinador para identificar focos na pelve e ovários.

 

O tratamento não é apenas cirúrgico. Existe uma série de opções clínicas que visam devolver a qualidade de vida à paciente, incluindo analgésicos, terapias hormonais – como o DIU -, e até bloqueadores de estrogênio.

 

A cirurgia (laparoscopia) é reservada para casos específicos.”A laparoscopia é necessária quando os tratamentos clínicos não conseguem controlar os sintomas, ou quando a endometriose está comprometendo a fertilidade da paciente. Em casos de endometriose profunda, onde há comprometimento de órgãos, a cirurgia pode ser indicada.”

 

Estilo de vida como remédio

 

A alimentação surge como uma poderosa aliada no manejo da inflamação. Uma dieta rica em antioxidantes e anti-inflamatórios (ômega-3, cúrcuma, frutas e vegetais) pode reduzir os sintomas. Da mesma forma, exercícios como yoga e caminhada auxiliam na circulação e na redução do estresse, combatendo a oxidação do organismo.

 

A endometriose não tem cura definitiva, mas tem controle. O acompanhamento contínuo e a conscientização de que a dor intensa não deve ser normalizada são as chaves para que milhões de mulheres retomem o controle de suas vidas”, finaliza a especialista.

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Psicanalista alerta: rotina perfeita pode esconder uma depressão silenciosa

“A depressão silenciosa não para a mulher: ela a mantém em movimento, mesmo quando tudo por dentro já pediu pausa.”

 

A afirmação da psicanalista e terapeuta Adriana Soares resume um fenômeno cada vez mais presente: mulheres que sustentam rotinas produtivas enquanto enfrentam um sofrimento emocional invisível. A velha conhecida depressão é a condição que se camufla na eficiência e dificulta o reconhecimento do adoecimento.

 

“São mulheres que dão conta de tudo, mas já não se sentem dentro da própria vida”, explica Adriana. Dados do Ministério da Previdência Social, divulgados em janeiro de 2026, evidenciam o avanço do problema: em 2025, foram mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com crescimento de 15,66% em relação ao ano anterior.

 

“Quando olhamos que mais de 63% desses afastamentos são de mulheres, entendemos que há uma sobrecarga estrutural adoecendo esse público”, analisa.

 

Diferente dos quadros mais incapacitantes, a depressão de alta performance não interrompe a rotina. “Ela rouba o prazer, não a produtividade”, pontua a especialista.

 

Entre as principais causas, estão a dupla jornada, a pressão por desempenho e a desconexão com o próprio desejo. “A mulher foi ensinada a atender expectativas o tempo todo. Quando percebe, está vivendo uma vida que não escolheu. O medo de falhar e a necessidade constante de provar valor tornam o sofrimento ainda mais silencioso”, comenta.

 

A saída não está em ser mais forte, mas em parar de sustentar o insustentável, defende Adriana Soares. Segundo a psicanalista, o processo terapêutico permite que a mulher reconheça seus limites, questione padrões e resgate sua própria identidade. “Essas mulheres precisam se autorizar a viver com verdade”, conclui.

 

Serviço:

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Cuidare Barra RJ: cuidado humanizado com excelência e segurança

A Cuidare Barra RJ é uma empresa especializada no cuidado de pessoas que carrega mais de 8 anos de experiência oferecendo soluções assistenciais com qualidade, segurança e atenção humanizada

 

Seu principal compromisso é promover bem-estar e qualidade de vida aos assistidos, além de proporcionar tranquilidade às famílias por meio de um atendimento ético e profissional. A empresa atua com cuidadores qualificados para diferentes perfis, incluindo idosos, crianças, adultos, pessoas com deficiência e pacientes em pós operatório.

 

Compreendendo que cada indivíduo possui necessidades específicas, a Cuidare desenvolve planos de cuidado personalizados, respeitando as particularidades de cada situação e garantindo um atendimento individualizado.

 

Seus serviços podem ser realizados em diversos ambientes, como residências, hospitais, instituições de longa permanência e casas de repouso. A atuação dos cuidadores vai além das necessidades básicas, incluindo apoio na higiene, alimentação, mobilidade, prevenção de quedas, estímulo cognitivo e emocional, além de acompanhamento contínuo.

 

Um dos grandes diferenciais da Cuidare está na supervisão ativa da equipe, com monitoramento constante, alinhamento com as famílias e ajustes rápidos sempre que necessário. Os profissionais passam por um rigoroso processo de seleção, possuem formação técnica, principalmente na área de enfermagem, e participam de treinamentos contínuos para garantir excelência no atendimento.

 

A empresa também oferece suporte emergencial, acompanhamento hospitalar, plantões pontuais e comunicação constante com a família, por meio de atualizações frequentes e canais diretos de contato. Sua estrutura operacional permite rápida implementação de equipes, cobertura de faltas e gestão completa dos serviços prestados.

 

A diretoria é composta por Moema Baptista, fundadora, diretora técnica e de recursos humanos, e Jô Braga, responsável pela área financeira e administrativa. Juntas, as duas conduzem a empresa com foco em ética, responsabilidade e compromisso.

 

“Mais do que oferecer um serviço, a Cuidare Barra RJ acredita que cuidar é promover dignidade, acolhimento e respeito em cada etapa da vida.”

 

Para acompanhar as novidades da Cuidare Barra RJ, siga o perfil no Instagram: @cuidarebarrarj ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 98363-1717 e (21) 96508-8069.

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Efeito sanfona: o que te impede de emagrecer não é a comida

Cerca de 27,9 milhões de mulheres brasileiras vivem presas no ciclo do efeito sanfona. E a verdade é desconfortável: o problema nunca foi a comida

 

Você conhece essa história. Segunda-feira, você acorda decidida: “Agora vai.”
Joga fora tudo o que considera proibido, compra comida fit, baixa aplicativo de calorias, promete que dessa vez será diferente.

 

Nas primeiras semanas, a balança responde.

 

Você se sente forte. No controle. Orgulhosa.

 

Até que a vida acontece. Uma discussão. Um comentário atravessado. Um dia exaustivo. Filhos brigando. Contas apertadas. Ansiedade acumulada.

 

E, de repente, à noite, você está comendo sem nem perceber direito, depois tomada pela culpa e pela mesma pergunta de sempre:
“O que há de errado comigo?”

 

A resposta é simples: não há nada de errado com você.

 

O problema nunca foi falta de força de vontade. O problema foi o método que te ensinaram a seguir.

 

A verdade que ninguém te contou

95% das dietas falham no longo prazo. Se você tentou, perdeu peso e depois recuperou, isso não te torna fraca. Te torna humana usando um método que não funciona para a maioria.

 

Mulheres entre 35 e 55 anos, muitas vezes, já tentaram dezenas de estratégias ao longo da vida. Dietas, restrições, remédios, treinos intensos, promessas milagrosas. E, a cada nova tentativa frustrada, cresce também a sensação de incapacidade.

 

Mas vamos ser honestas: uma mulher que acorda cedo, trabalha, cuida da casa, dos filhos, da família, das demandas emocionais de todo mundo e ainda tenta dar conta de si mesma não é sem força de vontade.

 

Na verdade, ela já está sendo forte até demais.

 

O que falta não é disciplina.

 

O que falta é aprender a lidar com a dor, a pressão, a exaustão e o vazio sem transformar a comida em alívio.

 

O que realmente está acontecendo

 

Em muitos casos, a comida não é o problema. Ela é a resposta que seu cérebro aprendeu a dar para o que você sente.
Pense nas últimas vezes em que você comeu sem fome física. O que estava por trás daquilo?

 

Uma briga. Uma frustração. Cansaço. Solidão. Sensação de rejeição. Sobrecarga. Ou aquele sentimento de estar cuidando de todo mundo e se abandonando novamente?

 

É aqui que mora a verdade: muitas vezes, você não está com fome.
Você está tentando aliviar algo que não soube como sentir.

 

A comida vira recompensa, anestesia, companhia, consolo.

 

E quanto mais isso se repete, mais automático esse caminho se torna.Seu cérebro aprende: emocionei → vou comer → alivio por alguns minutos.
Isso não é fraqueza. É um padrão emocional e neurológico sendo repetido.

 

O caminho de volta para casa

 

O emagrecimento duradouro não começa no prato. Começa na forma como você se relaciona com suas emoções.

 

Quando você aprende a se regular emocionalmente, a comida deixa de ocupar esse lugar de anestesia. E, como consequência, o corpo também começa a responder.

 

Não é: “vou emagrecer para então me sentir bem.” Muito pelo contrário.

 

Você começa a cuidar do que está ferido por dentro, e o emagrecimento acontece quase que de forma natural.

 

Foi isso que transformou a minha história e é isso que vejo transformar a vida de tantas mulheres.

 

Porque a resposta nunca esteve só na dieta.

 

Nunca esteve só na balança.

 

Nunca esteve apenas no que você come.

 

Muitas vezes, a raiz estava na dor que você tentava calar em silêncio.

 

Acredito que o desafio do emagrecimento não está na falta de força de vontade, mas na forma como ele foi, por muito tempo, conduzido. Modelos baseados em restrição, controle excessivo e culpa tendem a ignorar fatores essenciais como a saúde mental, a relação com as emoções e a construção de hábitos sustentáveis.

 

Defendo uma abordagem que integra mudança de mentalidade, regulação emocional e estratégias possíveis de serem mantidas no cotidiano. Isso inclui aprender a lidar com emoções sem recorrer à comida como única forma de alívio, além de desenvolver padrões comportamentais mais consistentes e saudáveis ao longo do tempo.

 

A transformação, nesse contexto, não é apenas física. Ela envolve uma reconexão com a própria identidade, valores e propósito. Quando esse processo é respeitado, o emagrecimento deixa de ser um esforço constante e passa a ser uma consequência natural de mudanças mais profundas e duradouras.

 

A epidemia que ninguém está tratando direito

 

Mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso. São 27,9 milhões de mulheres lutando sozinhas, se culpando, se odiando, acreditando que o problema são elas. E não são.

 

O problema é que continuamos vendendo dietas para um problema emocional. Contando calorias quando deveríamos estar aprendendo a regular as emoções. Tratando sintomas quando deveríamos estar tratando causas.

 

Enquanto isso, mulheres incríveis como você, continuam presas no ciclo, gastando milhares de reais, perdendo anos de vida, carregando culpa que não é sua. Chega.

 

Você merece liberdade. Merece paz. Merece olhar no espelho e se reconhecer com amor. Merece comer sem culpa. Merece viver sem guerra com seu próprio corpo.

 

E tudo isso é possível. Mas só quando você finalmente entende:

 

Você não está com fome. Você está sentindo.

 

Feridas emocionais não mudam com restrição. Elas se transformam com cuidado, compreensão e compaixão.

 

Quando você finalmente se permite transformar de dentro pra fora, o corpo que você sempre quis deixa de ser uma batalha e passa a ser consequência natural do amor próprio.

 

* Por Emi Moraes, psicoterapeuta especialista em emagrecimento comportamental, criadora do método “Emagreça de Dentro pra Fora”.
“Se eu consegui, você também consegue, mas não da forma que te ensinaram”

 

WhatsApp: (21) 99512-2170

 

Instagram: @euemi_moraes

 

Áudios motivacionais gratuitos: https://chat.whatsapp.com/Jebjn8o174m8eUDN6uNBdX?mode=gi_t

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Excelência é uma escolha diária e inegociável

Neste final de semana, participei de uma imersão intensiva de 30 horas em Hipnose Clínica e Programação Neurolinguística (PNL), aprofundando estratégias que transcendem a técnica e alcançam aquilo que, de fato, transforma resultados: a mente humana.

 

Na minha prática, a odontologia nunca foi apenas sobre dentes. É sobre pessoas. Sobre compreender o que não é dito, acolher emoções e transformar experiências que, por muito tempo, foram marcadas pelo medo ou pela insegurança.

 

Integrar a hipnose clínica ao meu atendimento é oferecer mais do que um procedimento — é proporcionar uma vivência diferenciada, onde ciência, sofisticação e sensibilidade se encontram para entregar conforto, confiança e resultados superiores.

 

Cada atualização, cada imersão, reforça o meu posicionamento: não entregar o básico, mas o excepcional. Porque pacientes não buscam apenas tratamento. Eles buscam segurança, confiança e excelência.

 

E é exatamente isso que escolho entregar — todos os dias.

 

* Sou a Dra. Salete Cabral, dentista, hipnoterapeuta e especialista em odontologia do sono. Acredito que a odontologia vai além da estética e do tratamento clínico. Minha missão é cuidar de pessoas em sua totalidade — restaurando sorrisos, protegendo a saúde e devolvendo noites de sono reparador.

 

Com ciência, sensibilidade e propósito, minha atuação integra técnica e humanidade para transformar não apenas bocas, mas vidas inteiras.

Para conhecer mais sobre a minha jornada, só seguir o perfil do Instagram: @drasaletecabral

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O seu pré-treino pode ser o motivo pelo qual sua noite de sono está prejudicada

Na verdade, é o ingrediente desta categoria alimentar o responsável por ser prejudicial à sua rotina de sono

 

Muitas pessoas usam suplementos pré-treino para impulsionar seus esforços na academia. Mas novas pesquisas sugerem que usar pré-treino regularmente pode, sem querer, ir contra seus objetivos de vida saudável. O estudo, que foi publicado na revista Sleep Epidemiology, encontrou uma ligação entre pessoas que usam pré-treino regularmente e a obtenção de quantidades significativamente menores de sono a cada noite.

 

Você provavelmente já sabe disso, mas dormir sete horas ou mais por noite dá suporte a uma ampla gama de aspectos da saúde, incluindo fortalecer seu sistema imunológico, manter seu humor estável e reduzir seu risco de condições crônicas como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Então, o que essas descobertas significam se você é fã de pré-treino e está tentando ser o mais saudável possível?

 

O estudo não apresenta um cenário positivo para o sono e os suplementos pré-treino

 

Para o estudo, pesquisadores analisaram dados de mais de 900 pessoas que participaram de um estudo de saúde canadense. Os participantes foram questionados sobre o uso de pré-treino nos últimos 12 meses, junto com quantas horas de sono por noite eles tiveram, em média, nas duas semanas anteriores.

 

Depois de analisar os dados, os pesquisadores descobriram que pessoas que disseram usar pré-treino eram “significativamente” mais propensas a relatar que dormiram, em média, cinco horas ou menos por noite nas duas semanas anteriores, em comparação com aquelas que disseram não usar pré-treino.

 

“Este estudo documenta que o uso de suplementos pré-treino está associado a menor duração do sono”, escreveram os pesquisadores no estudo.

 

Por que o pré-treino pode ser ruim para o sono?

 

É importante ressaltar que o estudo não provou que o pré-treino fez as pessoas dormirem menos. Em vez disso, os pesquisadores encontraram uma ligação entre pessoas que disseram usar pré-treino e dormir menos à noite.

Ainda assim, especialistas dizem que há alguns pontos a considerar que sugerem que o pré-treino pode não ser ótimo para a saúde do sono.

Um dos principais é que o pré-treino geralmente contém cafeína. (Existem suplementos pré-treino sem cafeína por aí, mas eles não são tão populares quanto os que contêm cafeína).

Um estudo de 2023 descobriu que o pré-treino tem uma média de 217 miligramas de cafeína por porção, o que é equivalente ao que você obteria ao consumir cerca de duas xícaras de café. Esse estudo sugeriu que pessoas que usam pré-treino o façam pelo menos 13,2 horas antes de dormir para reduzir o risco de atrapalhar o sono.

Fonte: Glamour